Os remakes de Resident Evil podem avançar até se conectar aos capítulos mais recentes da franquia.
- Dois caminhos para a mesma história
- Resident Evil 5 e 6 na mira
- Code: Veronica já tem previsão
- O que essa estratégia muda?
Dois caminhos para a mesma história
Jun Takeuchi, produtor executivo da Capcom, indicou que a empresa quer fazer os remakes de Resident Evil avançarem até alcançar a linha atual dos jogos numerados, incluindo Resident Evil Requiem. A declaração aparece no especial japonês Biohazard 30th Special Mook e aponta para uma estratégia de longo prazo, não para uma lista de remakes já confirmados.
A ideia é manter duas frentes em movimento: os capítulos inéditos continuam a narrativa principal, enquanto os remakes modernizam histórias antigas. Para quem chegou à série pelos jogos mais recentes, isso pode tornar a cronologia mais fácil de acompanhar sem precisar encarar versões que hoje parecem relíquias de museu. Com todo respeito às câmeras fixas, claro: elas ainda sabem dar um susto melhor que muito jogo moderno.
O objetivo seria aproximar essas duas trilhas, tanto no visual quanto na narrativa, até que os remakes acompanhem os eventos da série atual. Isso não significa que cada jogo numerado ganhará uma nova versão, nem que a Capcom tenha anunciado um calendário completo. Takeuchi falou de uma direção para a franquia, não entregou uma planilha com datas para a gente atualizar todo domingo.
Resident Evil 5 e 6 na mira
Com essa possibilidade no horizonte, Resident Evil 5 e Resident Evil 6 voltaram ao centro das conversas. Os dois títulos são lembrados pelo foco maior em ação e por se afastarem do terror de sobrevivência que marcou os primeiros capítulos. O material de apoio não confirma remakes desses jogos, mas deixa claro por que uma eventual reformulação levantaria questões importantes.
Não bastaria trocar texturas e colocar os protagonistas sob uma iluminação mais dramática. A Capcom teria de decidir como preservar o ritmo acelerado e, ao mesmo tempo, aproximar os jogos do clima de tensão que os remakes recentes recuperaram. No caso de RE5, isso também envolve a campanha cooperativa, parte central da experiência original. Cortar esse elemento seria como refazer um prato famoso e esquecer o ingrediente que todo mundo comenta.
Já RE6 tem várias campanhas e uma estrutura que mistura ação, horror e espetáculo de blockbuster. Modernizar o jogo sem apagar sua identidade seria um desafio e tanto. A RE Engine pode ajudar a unificar a apresentação da série, mas não resolve sozinha a pergunta principal: quanto mudar sem transformar o projeto em outra coisa?
Code: Veronica já tem previsão
Entre as novidades mencionadas, Resident Evil Code: Veronica está em posição diferente: sua reconstrução foi anunciada em 2026, com lançamento previsto para 2027. O jogo original saiu em 2000 e acompanha Claire e Chris Redfield numa história importante para a mitologia da franquia. Não é surpresa que fãs peçam esse retorno há anos, especialmente depois de a Capcom priorizar o remake de Resident Evil 4.
Também circulam informações sobre possíveis novos remakes do primeiro Resident Evil e de Resident Evil Zero. Por enquanto, esses projetos devem ser tratados como rumores, não como anúncios oficiais. Uma versão moderna do primeiro jogo poderia abandonar as câmeras fixas e adotar a perspectiva sobre o ombro, mas essa mudança mexeria bastante com a forma como o original construía suspense.
O que essa estratégia muda?
Se a Capcom realmente pretende aproximar os remakes dos jogos inéditos, a série pode ganhar uma porta de entrada mais consistente para novos jogadores. Em vez de pular de um clássico com controles datados para um lançamento atual, seria possível acompanhar os principais acontecimentos numa linguagem visual e mecânica mais próxima.
O risco é transformar a nostalgia numa esteira de lançamentos e deixar os capítulos novos esperando na fila. Resident Evil funciona justamente porque consegue olhar para trás sem viver preso ao passado. Requiem representa a continuidade; os remakes, a chance de revisitar os eventos que trouxeram a franquia até aqui. Agora resta ver se a Capcom vai equilibrar essas duas ambições sem sacrificar o que torna cada jogo especial.
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