O Festival do Rio 2026 começa em 1º de outubro com 359 títulos e uma programação que vai muito além das sessões de gala.
- Uma maratona de cinema para todos os gostos
- Abertura espanhola e duas galas de encerramento
- Première Brasil coloca o cinema nacional no centro
- O público também ajuda a escolher os vencedores
- Filmes premiados e a corrida pelo Oscar
Uma maratona de cinema para todos os gostos
Durante 11 dias, o Rio de Janeiro vira ponto de encontro para quem gosta de descobrir filmes antes de eles chegarem ao circuito comercial. A 28ª edição do Festival do Rio reúne 359 títulos, entre longas, curtas e séries, com ficções e documentários brasileiros e internacionais.
É aquele tipo de programação que pode deixar qualquer cinéfilo com a agenda mais disputada que a do Luffy atrás do One Piece. Tem produções selecionadas e premiadas em festivais importantes, sessões gratuitas, debates e novos espaços de exibição. Ou seja, não é só sentar, assistir e ir embora: há oportunidades para conversar com realizadores e conhecer outros caminhos do cinema.
Os pacotes de ingressos começaram a ser vendidos em 24 de setembro, e as entradas avulsas estão disponíveis desde 30 de setembro, pelo Ingresso.com e nas bilheterias dos cinemas participantes. Como são muitos títulos em poucos dias, vale olhar a programação com antecedência e escolher as sessões com carinho. Maratona é ótimo; teletransporte entre salas ainda não entrou no pacote.
Abertura espanhola e duas galas de encerramento
A sessão de abertura acontece em 1º de outubro, no Cine Odeon – CCLSR, com A Bola Preta (La Bola Negra), longa dos espanhóis Javier Calvo e Javier Ambrossi, conhecidos como Los Javis. O filme passou pelo Festival de Cannes, onde recebeu o prêmio de Melhor Direção e foi aplaudido de pé por 20 minutos. Uma recepção dessas já chega com bastante assunto para o pós-sessão.
O encerramento será celebrado em 10 de outubro com duas galas. A internacional exibe Club Kid, de Jordan Firstman, enquanto a gala brasileira apresenta 100 Dias, novo filme de Carlos Saldanha. A programação do festival segue até 11 de outubro, então há sessões para além das cerimônias.
Première Brasil coloca o cinema nacional no centro
Um dos grandes destaques é a Première Brasil, com 110 filmes brasileiros inéditos divididos por diferentes mostras. É uma vitrine importante para obras que ainda não encontraram o público amplo e uma chance de ver o cinema nacional em toda a sua variedade, sem reduzir a conversa a um único gênero ou estilo.
As sessões de gala da Competição de Longas e Curtas acontecem no Estação Claro Gávea. No dia seguinte, alguns filmes voltam em sessões a preços populares, acompanhadas de debates com as equipes no Cine Odeon. As mostras competitivas Novos Rumos e O Estado das Coisas também terão sessões populares e encontros com realizadores, no Estação Claro Rio e no Cinesystem Belas Artes Botafogo.
Outra novidade é a sala do Centro Cultural da FGV, que recebe sessões de gala da Première Brasil com entrada gratuita. Para quem quer conhecer o trabalho por trás da tela, esse contato com artistas e equipes pode ser tão interessante quanto a própria sessão.
O público também ajuda a escolher os vencedores
Quem assistir às mostras competitivas da Première Brasil poderá votar nos filmes, dando notas de 1 a 5 por meio de uma cédula digital acessada por QR Code na saída das salas. Os mais votados concorrem ao Troféu Redentor de Voto Popular nas categorias de Melhor Longa de Ficção, Melhor Longa Documentário e Melhor Longa da Mostra Novos Rumos.
A participação do público também volta pelo segundo ano às mostras estrangeiras Expectativa e Première Latina. Na Première Latina, o filme mais votado recebe um prêmio de aquisição do Telecine; na Mostra Expectativa, o vencedor será exibido pela TV Globo. É um jeito bacana de fazer a plateia participar da conversa, e não apenas aplaudir os créditos finais.
Filmes premiados e a corrida pelo Oscar
O festival reúne 16 filmes escolhidos por seus países para disputar uma vaga na corrida pelo Oscar. Entre eles está Feito Pipa, representante brasileiro, além de Cartas Amarelas, Covarde, 9 Templos Para o Céu, Elefantes na Névoa, O Degelo e Quem Matou Narciso?. A Bola Preta, que abre o evento, representa a Espanha nessa disputa.
Há também títulos que chegam ao Rio com prêmios importantes na bagagem: o turco Cartas Amarelas venceu o Urso de Ouro em Berlim, enquanto Um Pequeno Bom Soldado levou Melhor Roteiro em Veneza. De Cannes vêm Covarde, premiado pela atuação de Emmanuel Macchia e Valentin Campagne, e Um Homem do seu Tempo, reconhecido pelo roteiro. Já A Grande Estreia, comédia musical de Jesse Eisenberg, passou pelas seleções de Toronto e San Sebastián.
Com tantas obras diferentes, o Festival do Rio é uma chance de sair da rotina de escolher sempre o próximo lançamento da plataforma. Para quem está na cidade, a boa pergunta agora é simples: qual sessão vai entrar primeiro na agenda?
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