Robert Pattinson em 2026: o ano virou dele?

Twitter
LinkedIn
Threads
Telegram
WhatsApp

Robert Pattinson terminou 2026 no centro de Hollywood, entre grandes filmes, Batman e a corrida por James Bond.

Um calendário de peso

Se alguém ainda associa Robert Pattinson apenas ao vampiro brilhante de Crepúsculo, 2026 veio com um lembrete bem barulhento: o ator está jogando em várias posições ao mesmo tempo. Protagonizou Primetime e A Odisseia, voltou ao universo do Batman e ainda entrou na conversa sobre quem pode ser o próximo James Bond.

Não é pouca coisa. A Odisseia, de Christopher Nolan, adapta o poema épico de Homero e reúne nomes como Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway e Zendaya. Para Pattinson, é mais uma colaboração com Nolan depois de Tenet, filme que já mostrava que ele podia se encaixar em produções grandiosas sem desaparecer no meio do elenco.

O ano também trouxe O Drama, ao lado de Zendaya. A história acompanha um casal às vésperas do casamento que tem a relação virada do avesso por uma revelação inesperada. É uma premissa com espaço para humor desconfortável e tensão, terreno em que Pattinson costuma render mais do que muita gente espera.

Do indie ao espetáculo

Primetime, suspense dirigido por Lance Oppenheim, ajuda a mostrar por que a carreira do ator não cabe numa única prateleira. Pattinson alterna entre produções de grande escala e projetos com propostas mais específicas, sem parecer que está cumprindo uma cota obrigatória de “filme sério” entre duas franquias.

Essa escolha vem sendo construída há anos, desde trabalhos com Robert Eggers e Bong Joon-ho até filmes de Nolan e Matt Reeves. O resultado é uma filmografia que vai do estranho ao blockbuster sem pedir desculpas pela mudança de rota. Em Hollywood, onde muitos atores ficam presos ao personagem que os tornou famosos, essa liberdade vale ouro.

E não é só uma questão de escolher diretores celebrados. Pattinson tem uma presença meio imprevisível, um jeito de fazer personagens parecerem sempre um pouco fora de eixo. Isso funciona tanto num suspense quanto num épico, e dá a ele uma vantagem curiosa: mesmo em produções cheias de estrelas, fica difícil prever exatamente o que vai entregar.

Batman ainda tem muita história

Enquanto encara novos papéis, Pattinson também se prepara para voltar como Bruce Wayne em The Batman: Parte 2, de Matt Reeves. O primeiro filme, lançado em 2022, arrecadou mais de US$ 770 milhões no mundo e apresentou um herói jovem, sombrio e mais detetive do que super-herói de capa impecável.

Essa versão tem uma identidade própria dentro da DC. Em vez de correr para salvar o universo inteiro, ela se concentra numa Gotham corrupta e num Batman que ainda está aprendendo a ser símbolo. A sequência tem a tarefa de avançar essa história sem apenas repetir a chuva, a música dramática e o olhar soturno. Embora, convenhamos, o olhar soturno de Pattinson já seja praticamente patrimônio da franquia.

O calendário ainda inclui Duna: Parte 3, de Denis Villeneuve, com estreia prevista para dezembro. A participação coloca o ator em outra das grandes sagas atuais, ao lado de Timothée Chalamet e Zendaya. Batman, Duna e Nolan no mesmo ano: o agente de Pattinson deve precisar de um quadro branco só para organizar as reuniões.

O fator 007

A surpresa mais saborosa da temporada foi a notícia de que Pattinson participou de testes para o papel de James Bond. Isso não significa que ele foi escolhido para substituir Daniel Craig, e é bom separar o rumor de escalação confirmada. Mas o simples fato de estar na disputa mostra que seu nome já circula num patamar bem diferente daquele de astro adolescente.

Bond é um personagem que exige presença, elegância e capacidade de sustentar uma franquia por anos. Pattinson tem o talento e a versatilidade; a pergunta é se ele gostaria de entrar numa máquina tão grande justamente quando construiu uma carreira que foge de rótulos. Seria divertido vê-lo de terno impecável, mas também dá para entender se preferir continuar escolhendo projetos fora do manual do espião britânico.

O que faz Pattinson se destacar

O grande mérito de Pattinson não é simplesmente acumular títulos famosos. É transitar entre eles sem parecer que está usando o mesmo personagem com figurinos diferentes. Edward Cullen ficou para trás, mas o ator não tentou apagar o passado com pose de quem nunca fez Crepúsculo. Em vez disso, foi construindo uma trajetória mais arriscada, um projeto de cada vez.

Em 2026, essa estratégia chegou a um ponto impressionante: protagonismo em filmes variados, retorno como Batman, passagem por Duna e uma possível candidatura a 007. Rei de Hollywood talvez seja uma coroa grande demais para qualquer ator, mas Pattinson certamente está entre os nomes mais interessantes do momento. E, se Bond vier, que venha com uma boa história. O smoking sozinho não faz milagre.

Sugestão para o seu Set-up Nerd:

Encontramos produtos incríveis com desconto!

Ver The Batman Blu-ray Robert Pattinson na Amazon