Rosebush Pruning: data no Brasil e [ENTENDA] o que esperar

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Rosebush Pruning ganhou data nos cinemas brasileiros e a treta já começa antes da estreia: vem aí 15 de outubro, com pré-estreia no Festival do Rio.

Cartaz e prazo: quando estreia no Brasil

Depois de passar por festivais importantes, Rosebush Pruning enfim chega com calendário na gringa e, agora, com data cravada por aqui. O filme, distribuído pela MUBI em parceria com a Filmes do Estação, estreia nos cinemas brasileiros em 15 de outubro. Antes disso, ele faz pré-estreia no Festival do Rio, que acontece de 1 a 11 de outubro.

Ou seja: se você gosta daquele tipo de lançamento que vem com conversa pós-sessão e aquele gostinho de “vi antes da galera”, tá aí. É o jeitão que o circuito de cinema autoral tem quando decide bater na sua porta.

Karim Aïnouz: do Oscar para mais uma sátira

O diretor brasileiro Karim Aïnouz assume a cadeira de comando com base no roteiro de Efthymis Filippou. Quem acompanha a filmografia sabe que Aïnouz tem uma habilidade rara: ele pega temas humanos e transforma em cinema com nervo, mas sem perder a elegância.

O gancho nerd aqui é comparar a energia do diretor depois de A Vida Invisível. O longa teve trajetória forte, venceu a mostra Un Certain Regard em Cannes e virou o representante do Brasil no Oscar, mesmo sem levar a indicação de melhor filme internacional. Agora, Aïnouz volta com uma proposta que promete cutucar a sociedade com lupa e tesoura.

Trama: quem morde primeiro na família rica

A história se passa na ensolarada Catalunha e acompanha uma família americana rica vivendo isolada, numa rotina de excessos, luxo e busca constante por afeto e validação entre eles. Só que, como em toda família “perfeita” de filme, a harmonia é mais fachada do que realidade.

Tudo começa a desandar quando a chegada de um estranho expõe conflitos reprimidos. A pergunta vira inevitável: o problema está na pessoa que chegou… ou no sistema que sempre sustentou todo mundo por baixo do tapete?

Segundo a proposta do filme, a narrativa funciona como uma sátira provocativa sobre as contradições e fragilidades de uma estrutura familiar patriarcal. Em outras palavras: é o tipo de obra que não fica só na estética bonita. Ela quer resposta, só que responde cutucando.

Elenco e tonalidade: o luxo que vira faca

Além de Pamela Anderson, o elenco reúne Riley Keough, Callum Turner, Jamie Bell, Elle Fanning, Tracy Letts, Lukas Gage, Elena Anaya e Lolo Herrero. É um daqueles elencos que promete personagens com peso, mas também com rachaduras.

O que dá para antecipar pelo material divulgado é que o filme aposta em contraste: uma superfície de “vida perfeita” e, por baixo, relações marcadas por desejo, controle e distância emocional. Não é necessariamente um drama “choroso”. É mais aquele cinema que te faz rir torto, entender tarde e sair da sessão pensando “ok, isso foi intencional demais”.

Se você curte obras que misturam crítica social e tensão narrativa, a chance de encaixar é boa. E se você não curte, já vai se preparando para o filme ser aquele convite para observar como todo mundo está fingindo… até não dar mais.

Para contexto de festival e agenda internacional, vale acompanhar também a página de referência do Festival de Berlim, onde o longa estreou mundialmente na 76ª edição.

Rosebush Pruning é jardim ou armadilha para cinéfilo?

Você vai assistir pelo hype do Karim Aïnouz, pela presença da Pamela Anderson ou pela curiosidade de como uma sátira sobre família rica pode dar tão errado? Conta aqui: você pega a pipoca… ou foge antes do tesouro virar lâmina?

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