Sony revelou por que a sequência de Era Uma Vez em Hollywood, agora chamada Cliff Booth, foi parar na Netflix e não ficou com a própria Sony, e o motivo tem um peso digno de fandom: Quentin Tarantino insistiu em David Fincher.
- O que foi decidido nos bastidores
- Por que Tarantino e Fincher mandam nessa treta
- O contrato que travou a história da Sony
- O impacto disso em Cliff Booth
- Vai ter sequência do jeito que a gente queria?
O que foi decidido nos bastidores
De acordo com o que Tom Rothman, presidente da Sony Pictures, explicou em entrevista à Variety, a sequência de Era Uma Vez em… Hollywood não foi para a Netflix por “motivo comercial aleatório”. Foi por uma escolha de conforto criativo do próprio Quentin Tarantino.
Em resumo nerd, era para o filme sair quando Tarantino ainda estaria dirigindo o projeto. Só que ele decidiu mudar de ideia. Aí entra o detalhe que deixa qualquer cinéfilo com os olhos brilhando.
Por que Tarantino e Fincher mandam nessa treta
Rothman disse que a “zona de segurança” de Tarantino era clara: a única outra pessoa com quem ele se sentiria confortável para dirigir o roteiro seria David Fincher.
Isso não acontece do nada. Tarantino é conhecido por admirar o trabalho do Fincher. E tem mais: o próprio Tarantino já chamou O Assassino (de 2023) de “obra-prima” e já elogiou vários filmes do cineasta, tipo Clube da Luta, Zodíaco e A Rede Social.
Ou seja, não é só “casamento de egos”. É uma parceria estética que faz sentido na cabeça de quem entende de linguagem cinematográfica.
O contrato que travou a história da Sony
O estalo decisivo foi o seguinte: Fincher tinha contrato de exclusividade com a Netflix. E, por isso, mesmo que a Sony quisesse manter o projeto sob o guarda-chuva dela, não dava para “atrapalhar ninguém”.
O que isso significa na prática? Que a Netflix, nesse tabuleiro, já era a casa oficial para o diretor comandar a obra. Rothman foi bem direto: se a Sony insistisse em ter Fincher, seria como tentar encaixar um personagem em um universo sem crossover aprovado.
O impacto disso em Cliff Booth
Com Fincher já estabelecido como figura recorrente da plataforma, o caminho ficou mais natural para Cliff Booth. Ele renovou contrato com a Netflix em 2023 e soma trabalhos que viraram referência para muita gente: House of Cards, Mindhunter, Love, Death + Robots, além de filmes como Mank e O Assassino.
Agora imagina o que acontece quando você mistura isso com a assinatura de Tarantino. Você ganha um projeto com chance real de ficar com cara de evento. E aqui vai um detalhe importante: a Netflix já tem estrutura e liberdade para esse tipo de produção autoral.
Se quiser contexto extra sobre a filmografia e projetos associados ao diretor, dá para acompanhar por David Fincher na Wikipédia, sem enrolação.
Dá para culpar a Netflix, ou era inevitável?
No fim, parece menos uma “virada de mesa” e mais um efeito dominó: Tarantino queria Fincher, Fincher estava preso ao contrato com a Netflix, e a Sony não queria colocar o projeto em modo confusão jurídica criativa. Então… era inevitável que Cliff Booth fosse pra Netflix?
Ou você acha que a Sony podia ter encontrado outra rota e deixado o Tarantino seguir do jeito dele? Manda sua opinião.
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