Star Trek: Diretores revelam [ENTENDA] “Dia de Treinamento” e “Maré Vermelha” no espaço

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Star Trek voltou a pisar forte no assunto e, no novo filme, os diretores explicaram como “Dia de Treinamento” e “Maré Vermelha” viraram a base emocional do espaço. E sim, isso muda bastante o jogo.

O que eles querem fazer com a Frota Estelar

Os fãs de Star Trek estão naquela ansiedade gostosa, mas também meio “cadê informação?”, porque ainda tem pouca coisa confirmada sobre o novo filme dirigido por Jonathan Goldstein e John Francis Daley. Só que agora a dupla soltou pistas bem claras durante a SDCC e em conversa no podcast The Discourse, sugerindo que a história vai olhar para a franquia por um ângulo mais institucional.

A ideia, segundo eles, é menos ficar preso em continuidade, linha do tempo ou em “qual episódio isso conversa”. O foco é entender o coração do universo: a Frota Estelar. Em outras palavras, a pergunta vira tipo: o que aconteceria se essa instituição, que normalmente representa valores e esperança, estivesse em crise?

É aqui que entram as referências. Goldstein explicou que os parâmetros emocionais do longa vão ser comparados a dois filmes que misturam hierarquia, tensão e pressão psicológica. E se você é do time que curte quando sci-fi encontra thriller, já dá para sentir o clima.

“Dia de Treinamento” e o choque de personagens

O primeiro parâmetro é Dia de Treinamento, filme dirigido por Antoine Fuqua. Na obra, acompanhamos um novato em modo treinamento convivendo com um veterano brutal, corrupto e violento, vivido por Ethan Hawke e Denzel Washington. A dinâmica é aquela clássica de “aprender na marra” com alguém que não necessariamente quer que você dê certo.

Transportando isso para Star Trek, a leitura fica esperta: a Frota Estelar pode servir como palco para um processo de formação acelerado, com decisões difíceis e consequências imediatas. Não é só missão no espaço, é política interna, casca de hierarquia rachando e gente tentando manter o controle quando o caos começa a bater na porta.

Ou seja, o novato que deveria ser guiado pode acabar sendo contaminado pelo sistema. E, cá entre nós, isso é bem mais interessante do que “mais do mesmo” com uniforme bonito e frases motivacionais.

“Maré Vermelha” e a paranoia no limite

O segundo parâmetro é Maré Vermelha, dirigido por Tony Scott, com Denzel Washington e Gene Hackman. O núcleo do filme é confronto direto por comando, enquanto um submarino perde contato com a superfície e o mundo inteiro vira ruído, ameaça e incerteza. É tensão constante, paranoia crescente e o famoso “quem manda quando a realidade começa a falhar?”.

Se isso vai reverberar no Star Trek, a expectativa é de um filme mais claustrofóbico e estratégico, com decisões em cadeia que se tornam irreversíveis. Em vez de apenas “explorar o desconhecido”, pode rolar uma missão em que o desconhecido parece íntimo e perigoso, dentro do próprio funcionamento da operação.

Na prática, a Frota Estelar pode estar no centro do fogo cruzado, e o espaço vira cenário, não um conforto. Dá para sentir um combo de intriga, conflito de comando e escolhas morais sendo testadas sem descanso.

Sem personagens clássicos, como isso vale para fãs

Durante a divulgação, a dupla também afirmou que o novo filme não terá personagens clássicos. Isso assusta um pouco, porque muita gente associa Star Trek a rostos específicos, mas, ao mesmo tempo, pode ser uma chance de ouro para reinvenção.

Quando você tira o “peso do nostalgia”, sobra espaço para explorar temas. E, pelo que foi dito, os temas são bem trek: poder institucional, ética em crise e a ideia de que a “família” da Frota Estelar pode falhar sob pressão.

Então a história, provavelmente, terá um elenco e um universo novos, com uma missão que mexe com a base da franquia. Isso pode agradar quem curte o DNA da série, mais do que a lista de personagens da galera que já decorou tudo. Sim, estou olhando pra você, tripulante que sabe falar qual episódio vem primeiro.

Para acompanhar a linha de worldbuilding da franquia, vale também conferir o contexto em Star Trek na Wikipedia, que resume origem, universo e evolução.

Se a Frota Estelar virar “thriller” no espaço, Star Trek aguenta essa pancada?

Com Goldstein e Daley mirando exatamente esse tipo de tensão de liderança e crise, o novo Star Trek pode sair do conforto do explora e ensina e cair num modo “sobrevive e decide”. E aí a pergunta fica bem direta: você curte quando a Frota Estelar é esperança… ou quando ela vira o teste final?

Parâmetros espirituais combinam com suspense, e se o longa realmente usar Dia de Treinamento e Maré Vermelha como referência emocional, a gente pode estar diante de um Star Trek mais adulto, mais nervoso e menos “visita guiada”. Vai ser uma virada boa ou só um experimento perigoso?

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