Star Wars: Starfighter bate recorde de orçamento

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Star Wars: Starfighter já começou a chamar atenção antes de chegar aos cinemas: o novo longa da saga é o mais caro da franquia até agora.

Como o recorde veio à tona

Nem foi preciso um relatório secreto da Primeira Ordem: os números apareceram nos balanços da Blue Mist Productions, empresa criada no Reino Unido para cuidar da produção. Por lá, filmes podem ter suas contas divulgadas por causa das regras ligadas aos incentivos fiscais locais.

O balanço registra US$ 226,5 milhões gastos até o fim das filmagens. Com esse valor, Starfighter supera o montante atribuído a O Despertar da Força no mesmo estágio da produção. É um recorde impressionante, embora ainda não seja a conta definitiva: o filme continua em pós-produção e os gastos podem mudar.

O nome da produtora também tem uma piscadela para quem conhece os bastidores da saga. Blue Mist lembra Blue Harvest, codinome usado para esconder as filmagens de O Retorno de Jedi em 1982. Star Wars adora disfarces, mas esse acabou deixando uma trilha de papelada bem reveladora.

O que os números realmente dizem

Antes de imaginar uma pilha de créditos imperiais pegando fogo, vale separar o custo bruto do valor que deve sair efetivamente do caixa do estúdio. O governo britânico concedeu um reembolso de cerca de US$ 51,5 milhões, o que reduz a conta líquida estimada para aproximadamente US$ 175 milhões.

A produção também aproveitou incentivos na Sardenha, na Itália, onde o reembolso pode chegar a 40% dos gastos elegíveis. Isso não significa que o orçamento final já esteja fechado: os valores divulgados cobrem um período específico, e a etapa de efeitos visuais ainda está em andamento.

Há outro detalhe importante para comparar os filmes: os balanços não necessariamente usam as mesmas datas de corte ou a mesma moeda. O Despertar da Força, Os Últimos Jedi e A Ascensão Skywalker tiveram despesas registradas em libras e em momentos diferentes da produção. Então, o recorde de Starfighter é uma manchete forte, mas não uma comparação contábil perfeitamente redonda.

Entre os custos já listados, cerca de US$ 17,6 milhões foram destinados à equipe, que teve média mensal de 239 pessoas. E a conta tende a crescer com o trabalho da Industrial Light & Magic em Londres, especialmente quando os efeitos visuais entrarem na reta final.

Uma nova aventura na galáxia

O filme se passa cerca de cinco anos depois de A Ascensão Skywalker, mas não deve depender de rostos conhecidos para vender nostalgia. Ryan Gosling interpreta um fora da lei cínico que vive nas regiões menos privilegiadas da galáxia. Em suas viagens, ele cruza o caminho de um personagem vivido por Flynn Gray, conhecido por Wandinha.

Sem uma força governante capaz de manter a ordem, os dois acabam partindo juntos em uma nave inimiga desativada. É uma premissa que soa mais como aventura de fronteira espacial do que como mais uma disputa pelo destino de toda a galáxia. E, sinceramente, depois de tantas armas planetárias, um passeio por cantos menos explorados pode fazer bem à saga.

O elenco ainda reúne Amy Adams, Matt Smith, Mia Goth e Aaron Pierre. Smith deve interpretar o principal antagonista, embora os detalhes dos personagens sigam guardados a sete chaves. Shawn Levy, de O Projeto Adam, dirige, enquanto Jonathan Tropper assina o roteiro.

Uma aposta de hiperespaço

Um orçamento recordista não garante uma aventura memorável. A trilogia de continuações mostrou que colocar dinheiro, efeitos e nomes famosos na mesma nave não resolve tudo: Star Wars também precisa de personagens que deem vontade de acompanhar e de uma história que saiba para onde está indo.

Por outro lado, Starfighter tem uma vantagem interessante: pode contar uma história original em um período ainda pouco explorado nos cinemas, sem precisar transformar cada cena em uma reunião de personagens antigos. O orçamento indica que a Disney está apostando alto nessa possibilidade, mas o público só vai saber se a aposta valeu quando o filme sair do hangar.

Star Wars: Starfighter tem estreia prevista para 28 de maio de 2027. Até lá, os custos podem subir e mais detalhes devem aparecer. A pergunta que fica não é apenas quanto custa viajar pela galáxia, mas se essa nova jornada vai entregar algo que justifique cada crédito investido.

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