The Last Photograph estreou com só 21% de aprovação da crítica e, sinceramente, isso deixa Zack Snyder num lugar bem desconfortável na própria filmografia.
- O nu do 21%: o que a crítica disse
- Só Rebel Moon conseguiu pior nota
- Quase 15 anos para sair do papel, e mesmo assim…
- Snyder mudou o jogo de gênero: suspense de guerra
- Afinal, vale dar play?
O nu do 21%: o que a crítica disse
O novo filme de Zack Snyder, The Last Photograph, caiu no radar com uma marca que acende alerta imediato: 21% de aprovação no Rotten Tomatoes, com base em 14 críticas. Traduzindo do “idioma da crítica” para o nosso “idioma do rolê”: não é só uma recepção morna, é uma daquelas páginas que parecem estar dizendo “tem coisa aí que não encaixou”.
E o mais curioso é que isso não fica só no agregado. O filme já aparece como segundo longa mais mal avaliado da carreira do diretor. Ou seja: não é um tropeço aleatório, é mais um capítulo de uma fase que está deixando muita gente com aquele sentimento de “ok, mas por quê?”.
Só Rebel Moon conseguiu pior nota
Quando você cruza as notas de Zack Snyder no Rotten Tomatoes, o cenário fica ainda mais claro. Entre todos os longas dirigidos por ele, apenas Rebel Moon: Parte 2 (2024) tem avaliação inferior, com 16%. Logo depois vem The Last Photograph com 21%, e em seguida Rebel Moon: Parte 1 aparece com 22%.
Fechando o “top 5” das piores notas, o ranking ainda inclui Sucker Punch (23%) e Esquadrão Suicida (26%). É praticamente um mapa de uma fase turbulenta: os três piores resultados do diretor, segundo essas avaliações, aconteceram desde 2023. Em resumo, a crítica parece estar mais exigente, ou o público interno da visão do Snyder está mais dividido do que nunca.
Quase 15 anos para sair do papel
Uma parte que chama atenção é a jornada do projeto. The Last Photograph nasceu como uma ideia do próprio Snyder ainda em 2011. Rolou negociação de elenco na época em torno de nomes como Christian Bale e Sean Penn, enquanto Niels Arden Oplev chegou a ficar ligado à direção em algum momento do desenvolvimento.
No caminho, vieram atrasos e também a pandemia de Covid-19, que empurrou tudo para frente e para trás várias vezes. Quando finalmente o filme chega aos cinemas, via TIFF, já dá para entender por que a expectativa era alta. Só que expectativa não é escudo. Às vezes, demora demais para virar “o evento”, e o público descobre que o consenso nunca veio.
Snyder mudou o jogo de gênero: suspense de guerra
Outro ponto que pesa nesta análise é o fato de Snyder ter mudado de trilho. Depois de trabalhos como terror, adaptações de quadrinhos e ficção científica, ele aposta agora num suspense de guerra. A trama gira em torno de um ex-agente da DEA que tenta encontrar a sobrinha e o sobrinho desaparecidos depois do assassinato dos pais das crianças.
Para dar forma ao drama, a produção reúne talentos como Stuart Martin e Fra Fee, que também estiveram em Rebel Moon. O roteiro é atribuído a Kurt Johnstad, baseado na ideia de Snyder. No elenco ainda aparecem Jackie Kay, Sergio Herrera, Marlon Moreno, Costanza Andrade, Gustavo Angarita Jr. e Carolina Henao.
Se isso tem clima de “novo Snyder”, tem. Se isso tem cara de “vai dividir opiniões”, também. Vale lembrar que, na era do streaming e do fandom barulhento, qualquer mudança de tom vira micro-guerra civil entre quem ama e quem quer outra coisa.
Referência extra: o Rotten Tomatoes é a fonte usada para acompanhar essas porcentagens de crítica.
21% é sentença, ou é só barulho do multiverso? Vem aí a sua opinião
Com 21% de aprovação e já ocupando a prateleira dos piores da filmografia do Snyder, The Last Photograph parece mais “um experimento polêmico” do que um acerto garantido. Mas aí que mora o jogo nerd: às vezes a gente discorda do consenso, e a obra vira cult pelo motivo errado ou pelo motivo certo.
Então fica a pergunta: você daria chance mesmo com a crítica fria, ou a nota já matou sua curiosidade?
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