Tocha Negra terminou e deixou aquela sensação de “ok, mas… e agora?”. Adrian Tatini e Aline Penteado, dubladores de Jiro e Ichika, comentam os personagens e dizem quais mistérios eles querem ver explorados se o anime ganhar continuidade.
- O que fez Jiro e Ichika virarem os favoritos
- Por que a mistura sobrenatural funciona tão bem
- Qual é a origem do poder de Jiro?
- O que falta explicar sobre o mononoke Rago
- Dublagem: o ritmo frenético por trás das falas
- Vale a pena ter segunda temporada?
O que fez Jiro e Ichika virarem os favoritos
Se Jiro Azuma já chama atenção por uma premissa diferente, ele fica ainda mais interessante pelo jeito como encara o mundo. Nos comentários, Adrian Tatini reforça que Jiro não cria hierarquia entre seres humanos, animais e criaturas sobrenaturais. Ele simplesmente trata tudo como parte do mesmo “universo”, o que dá um tom humano e carismático para a história.
Já Ichika, na voz de Aline Penteado, aparece como o contraponto perfeito: direta, firme e sem paciência para viagem. Em vez de romantizar o caos, ela puxa as rédeas do que importa, principalmente dentro da missão de caçar mononokes. É aquele tipo de personagem que te lembra que nem todo mundo gosta de improviso… mesmo quando o anime inteiro grita “improvise!”.
Por que a mistura sobrenatural funciona tão bem
Tocha Negra (Black Torch, no contexto de divulgação) junta elementos que parecem incompatíveis, mas conversam lindamente: herança ninja, comédia de situações e seres sobrenaturais escondidos no mundo humano. O resultado, segundo os dubladores, é uma história que consegue ser leve sem perder a curiosidade.
Aline destaca a interação entre os personagens como motor de comédia, mas com amizade crescendo por baixo desse humor. E Adrian completa apontando o “upgrade” de produção: a animação entra numa nova leva com capricho acima do padrão, com trilha sonora e enredo que seguram o ritmo do espectador.
Isso ajuda o anime a se posicionar bem no streaming, mesmo começando com um mangá que teve um caminho conturbado. E fala sério: todo mundo gosta de uma obra que chega do nada e prende. Bem vibe “anime achado na madrugada”.
Qual é a origem do poder de Jiro?
Se a história continuar, o maior “pedido” de Adrian é bem direto e instigante: descobrir por que Jiro fala com animais. Ele comenta que, até agora, isso não fez sentido dentro da lógica do personagem. E, quando você para pra pensar, realmente: qual foi o gatilho? Existe algum evento? Alguma linhagem?
Ele ainda lembra que Jiro tinha uma cachorrinha chamada Nati e conversava com ela desde pequeno. Aline entra na conversa com uma hipótese nerd deliciosa: talvez essa habilidade tenha a ver com a herança ninja por trás dos poderes. Ou seja, não é só “dom aleatório”. Pode ser genética, pode ser destino, pode ser mecanismo do mundo… mas precisa ser explicado.
O que falta explicar sobre o mononoke Rago
Outro mistério que Aline quer destrinchar é Rago. A personagem é tratada pelos outros mononokes como algo fora da curva, alguém que impressiona até quem já lida com o sobrenatural no automático. E, por isso, surge a pergunta que grita na cabeça do público: por que Rago é tão poderoso?
Ela brinca falando do “rei dos mononokes” e do “bambambam” que todo mundo cita, mas o ponto é sério: qual é a origem dessa força? O que torna Rago especial no ecossistema dos mononokes? Se a história seguir, Rago pode virar a peça que conecta origem, regras do mundo e escala do conflito.
Se tem um elemento que a gente ama em anime, é quando a trama para de sugerir e finalmente mostra o “porquê” por trás do “o que”.
Dublagem: o ritmo frenético por trás das falas
Além dos mistérios do roteiro, rola uma aula de bastidor sobre dublagem. Aline comenta que o processo é bem diferente de teatro e cinema. Na dublagem, as decisões acontecem rápido, com o diretor passando subtexto e intenção para o ator decodificar tudo: por que a personagem fala aquilo, qual emoção vem antes e como entregar no tempo certo da cena.
Adrian reforça o lado emocional: interpretar Jiro é como viver um sonho antigo. No meio disso, ele ainda brinca com a versão “criança” da mente, aquela voz interna que cobra desempenho. No fim, dá pra entender por que Jiro funciona: porque além de talento técnico, tem relação afetiva com o personagem.
E sim, isso tudo conversa com a expectativa de continuação: quanto mais o anime aprofunda personagens, mais a dublagem ganha espaço pra mostrar camadas.
Tocha Negra vai ganhar segunda temporada, e a gente finalmente vai descobrir as origens?
Com Jiro e Ichika tão bem estabelecidos e com mistérios como a origem da habilidade dele e o “nível absurdo” do Rago pedindo explicação, a pergunta fica impossível de ignorar: vale a pena esperar outra temporada ou vai rolar aquele clássico plot twist de “ficamos sem resposta”? Que mistério você mais quer que a história resolva?
Links externos (referência): Para contexto sobre a obra, confira a página de anime e o cenário do gênero no Brasil e no mundo.
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