Tom Holland em A Odisseia: Nolan e bastidores

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Tom Holland abriu os bastidores de A Odisseia ao lado de Christopher Nolan e do elenco, e a brincadeira com IMAX, tempo de rolo e até um arco iris “do nada” deixou tudo com cara de magia de set.

O abraço pós primeiro dia que virou confiança

Em entrevista recente ao Fandango, Tom Holland contou um detalhe que soa pequeno, mas faz diferença: no primeiro dia de gravações de A Odisseia, ele disse que Nolan quebrou o gelo do jeito mais “diretor de elite” possível.

O ator relembrou que, depois de finalizarem o dia, Nolan simplesmente deu um abraço e um tapinha nas costas. A partir daí, a cabeça dele virou a chave: saiu do modo “será que eu dou conta?” e foi para “ok, eu consigo navegar esses mares”. Em termos geek, foi aquele momento em que o tutorial acaba e o jogo deixa você ir pro mundo aberto.

Essa sensação de segurança também ajuda o elenco a performar melhor, ainda mais quando o projeto carrega o peso de Nolan e de uma produção com fotografia e linguagem cinematográfica bem particulares. E sim, dá para sentir que Holland está confortável no papel de Telêmaco, personagem que precisa equilibrar curiosidade, vulnerabilidade e coragem.

IMAX, 3 minutos no rolo e o susto do “corta por quê?”

Outra parte que Holland destacou foi a experiência com câmeras IMAX, que para ele foi inédita. Trabalhar com IMAX não é só “qualidade de imagem”, é comportamento do set: ritmo de filmagem, planejamento e, claro, limitações técnicas que mudam o fluxo das cenas.

Ele explicou que ficou confuso no começo quando viu Nolan e a equipe fazendo cortes frequentes. Segundo Holland, ele pensou que talvez o diretor não estivesse gostando do que ele fazia. O pensamento foi quase uma cena de sitcom: “por que ele fica cortando? eu fiz algo errado?”.

Aí veio a revelação que salvou a paz mental do ator: o rolo rodava por apenas três minutos. Quando o pessoal comentou isso, Holland foi direto ao alívio: “graças a Deus!”. Porque, né, não era descontentamento artístico. Era logística de IMAX.

Tradução para quem gosta de bastidor: é como jogar com “tempo de magia” no RPG. Você sabe que a cena tem que acontecer dentro de uma janela apertada, então cada take vira um evento importante, com menos margem para improviso longo.

O arco iris que interrompeu tudo e parece cena de desenho

Se IMAX já é suficiente para deixar qualquer set diferente, Holland ainda contou uma situação digna de meme, mas com cara de produção gigantesca. Em outra entrevista, dessa vez para a Empire Magazine, ele relatou que as filmagens precisaram parar por causa de um arco iris “absurdamente bonito” na locação.

O detalhe é que o arco iris surgia de trás do castelo para onde ele deveria voltar. Holland riu ao descrever que parecia algo saído de My Little Pony. A cena, por si só, já entrega o nível de imaginação que o elenco precisou ter no processo criativo: quando a natureza resolve participar do filme, o set vira uma espécie de “boss fight” extra.

Para Nolan, isso também encaixa com a lógica de buscar momentos visuais marcantes e muito controlados. Um arco iris em posição certeira pode virar textura emocional da cena, aquela sensação de destino e interferência do mundo, que combina com uma história onde deuses e forças antigas estão sempre mexendo as peças.

A Odisseia com Nolan: o que esperar do elenco e da história

A Odisseia é baseada no clássico poema épico de Homero e funciona como continuação de Ilíada. A trama acompanha Odisseu, que tenta retornar a Ítaca após a guerra de Troia, enquanto Poseidon tenta impedir esse reencontro. É aquela mistura de jornada heróica com mitologia em modo turbo.

No filme, Matt Damon viverá Odisseu, Anne Hathaway será Penélope e Tom Holland interpretará Telêmaco. Para fechar o elenco com tempero de universo expandido, Zendaya aparece como Atena, Charlize Theron como Circe, Benny Safdie como Agamenon e Lupita Nyong’o como Helena de Troia e Clitemnestra. Sim, é muita mitologia empilhada, então o ritmo narrativo precisa ser afiado para não virar só “lista de nomes famosos”.

Além disso, colaboradores antigos do estilo Nolan seguem por perto. O compositor Ludwig Göransson, que já trabalhou em Tenet e Oppenheimer, e o diretor de fotografia Hoyte Van Hoytema são parte do DNA visual que os fãs já reconhecem. Para completar, Robert Pattinson, Jon Bernthal, Mia Goth e outros nomes aumentam a expectativa.

E sim: Nolan chega com o “maior cheque em branco” da carreira depois do sucesso de Oppenheimer. Então, se a intenção é transformar o poema em espetáculo cinematográfico, parece que ele tem munição sobrando.

O que Nolan vai “cozinhar” até 16 de julho?

No fim, o que Tom Holland revelou deixa uma imagem bem clara: o set de A Odisseia é quase uma experiência imersiva, com limitações técnicas reais de IMAX, improvisos provocados por natureza em forma de arco iris e liderança que passa segurança logo no primeiro dia.

Agora é esperar para ver como tudo isso vira filme. Porque, do jeitinho que Nolan costuma fazer, esses detalhes de bastidor costumam aparecer na tela como linguagem visual e ritmo de narrativa. Em outras palavras: o que foi “só” uma abraçada, um rolo de três minutos e um arco iris engraçado pode se transformar em momentos memoráveis.

A Odisseia chega aos cinemas brasileiros em 16 de julho de 2026. Até lá, o pessoal do fandom vai fazendo teoria como se fosse NPC com missão diária.

Quando o mito encontra Nolan, até o arco iris vira roteiro?

As falas de Tom Holland mostram que A Odisseia não é só mais uma adaptação clássica. É um projeto que parece construído na precisão de diretor obsessivo com a espontaneidade de quem grava em locação e aprende na marra, literalmente no tempo de rolo do IMAX. Se o resultado vier no nível da promessa, julho vai ser longo, mas vai valer.

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