Wicker: comédia audaciosa com Olivia Colman casa com homem de pau [ENTENDA]

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Wicker chega aos cinemas em outubro e já dá pra sentir o clima: comédia ácida, romance fora do padrão e um baita soco de realidade nas convenções sociais.

O que é Wicker e por que esse casamento é diferente

Wicker é uma comédia que pega pesado no tema “amor como instituição” e desmonta tudo com humor. A história acompanha uma pescadora marginalizada, interpretada por Olivia Colman, que, cansada das regras não escritas da vila, encomenda um marido de vime para o artesão local. Sim, vime. O filme assume logo cedo que a normalidade social é só uma fantasia bem cara e mal iluminada.

O detalhe é que o “marido” feito de matéria orgânica e trabalho artesanal (com Peter Dinklage por trás da criação) não vira só um objeto. Quando entra em cena, a coisa ganha presença, expectativa e um pacote de sentimentos que a protagonista tenta controlar do jeito mais humano possível. O problema? A vida na vila não deixa você ter controle. Convenção social é tipo bug de software: você até contorna, mas volta a travar do nada.

Trailer: quando o absurdo vira riso nervoso

No trailer divulgado, o filme brinca com uma premissa que já faria qualquer comediante ficar sem ar: a “casada” com um homem de vime ganha destaque justamente por ser um relacionamento que desafia o que a comunidade considera aceitável. A graça não é só pelo choque, é pela montagem do constrangimento, do olhar dos outros e da tentativa de manter a pose.

O que deixa a coisa mais interessante é que o filme vai além do “gag” inicial. Conforme o marido de vime, interpretado por Alexander Skarsgård, aparece mais espetacular do que ela imaginou, surgem ciúme, fascínio e turbulência emocional. Ou seja: é comédia, mas com coração e tensão. Dá pra sentir que o roteiro quer fazer você rir e, na volta, pensar “ok, mas isso tem muito a ver com a vida real”.

Elenco com força: Olivia Colman e o caos bem atuado

Olivia Colman costuma entregar personagens que oscilam entre o engraçado e o dolorido com uma naturalidade absurda. Em Wicker, ela segura o tom com precisão: é quando ela tenta manter a dignidade que o filme encontra o ouro. Não é só piada escancarada. É reação humana. Tipo quando você finge que entendeu a piada… mas o riso vem atrasado.

Alexander Skarsgård entra com carisma e um contraste perfeito para a proposta do filme. Elizabeth Debicki completa a escala de tensão social, enquanto Peter Dinklage reforça o lado artesanal, quase mítico, do que foi criado para “resolver” a vida afetiva da protagonista. No conjunto, o elenco funciona como um RPG party: cada personagem tem função no sistema, e o resultado é caos controlado.

Sexo, casamento e os absurdos da “boa sociedade”

Se tem uma coisa que Wicker faz bem é apontar o dedo para o absurdo das convenções. O filme trata o casamento como contrato social e brinca com o fato de que as pessoas juram que estão defendendo valores, mas no fundo estão defendendo imagem. E quando a imagem desanda, a comunidade reage com julgamento, fofoca e moral seletiva.

O aspecto sexual surge menos como “pornô escandaloso” e mais como provocação. A premissa de um homem de vime força a pergunta: por que a sociedade aceita tantos desvios desde que estejam dentro do roteiro? Por que o riso vira ameaça quando foge do padrão? É aí que o filme vira fábula cômica audaciosa, daquelas que usam o grotesco para revelar o cotidiano.

Para quem curte comédia com atitude parecida, a vibe lembra o tipo de humor que comenta comportamento e poder de forma indireta, mas sem ficar covarde. E isso, sinceramente, é o que deixa Wicker mais viciante: o filme não pede desculpa por existir, ele entrega o conflito e deixa você decidir se achou genial ou se é só estranhamento bem dirigido. Em outubro, a conta vem.

Trailer e informações oficiais também podem ser conferidos no canal do estúdio no YouTube: YouTube.

Wicker vai te fazer rir ou te irritar com a “moral” do mundo?

Em outubro, Wicker chega testando limites: casamento como fantasia, sexo como gatilho e sociedade como vilã discreta. A pergunta é direta: você vai encarar essa comédia audaciosa no cinema e aceitar o convite para rir sem pedir “explicação”? Ou acha que o filme exagera demais?

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