X-Men 97 volta à ação na 2ª temporada com aquele combo que só a Marvel e os mutantes sabem fazer: viagens no tempo, Apocalipse fazendo cosplay de fim do mundo e surpresas que chegam com gosto de “pera, tá acontecendo isso mesmo?”.
- A linha temporal tripla que coloca todo mundo em alerta
- Forge e Bishop ligam o modo viagem do tempo
- X-Factor e X-Force: mutantes sob controle, guerra sob comando
- Apocalipse, Rama-Tut e uma dose de Kang no Egito
- Até onde vai essa jogada de tempo?
A linha temporal tripla que coloca todo mundo em alerta
A abertura da nova temporada começa direto do ponto em que o season finale anterior deixou todo mundo sem chão. Os mutantes conseguem impedir o Asteróide M de colidir com a Terra, mas o custo vem em forma de “sumiço da existência”. Daí, quando você pensa que acabou, a série vira aquela sessão de multiverso onde ninguém sabe qual linha vai doer mais.
Nos três primeiros episódios, o roteiro estabelece que o grupo foi separado para três linhas temporais ao mesmo tempo. E, como se fosse pouco, o objetivo fica bem claro: deter Apocalipse. Ou seja, não é só correr atrás de uma ameaça genérica. Tem urgência, tem contexto diferente em cada época e tem a sensação constante de que uma pequena escolha pode bagunçar tudo. Bem X-Men 97, bem “eu amo, mas tô ansioso pra sofrer na próxima semana”.
Forge e Bishop ligam o modo viagem do tempo
No episódio de estreia, “Dias de um Passado Futuro”, a dupla Forge e Bishop monta uma máquina do tempo e decide dividir a missão. O recado é: cada um vai para um canto da história onde a intervenção pode fazer diferença.
O Bishop aterrissa no passado, enquanto o Forge segue para o futuro na esperança de encontrar Tempestade e também um “pacote” de personagens que os fãs estavam esperando ver. A temporada já deixa o clima bem pesado em 3960 DC, bem no período em que Apocalipse atinge o ápice do próprio poder. É aquele terror de guerra fria e fantasia épica no mesmo liquidificador.
Outra sacada legal: entra em cena Mãe Askani, líder do Clã Askani, que cuidou de Nathan (sim, o Cable) quando ele foi enviado para o futuro. E se tem uma coisa que X-Men 97 faz muito bem, é costurar destino e legado. O tipo de detalhe que faz a gente pausar mentalmente e pensar: “caramba, isso já tava plantado”.
X-Factor e X-Force: mutantes sob controle, guerra sob comando
O episódio 2, “Uma Força a Ser Reconhecida”, escolhe o caminho mais direto: mostrar o presente sem os X-Men. Mansão Xavier destruída, mutantes sem aquele símbolo que servia de abrigo, e o mundo seguindo como se a gente tivesse apagado uma página inteira da história.
A grande novidade é a presença de dois grupos mutantes. Primeiro, o X-Factor, formado por Havok, James Madrox (Homem Múltiplo), Guido, Polaris e Lupina. Esse time trabalha sob as ordens do governo dos EUA, como se tentassem “normalizar” o que não tem como normalizar.
Depois vem o X-Force, liderado por Cable, com Jubileu, Mancha Solar, Psylocke e o Arcanjo. E aqui a série faz o público dar aquele sorriso involuntário: a forma como o time ganha força e aparece lembra que a trama sabe exatamente o que os fãs querem. É ação na veia, mas com identidade própria.
Apocalipse, Rama-Tut e uma dose de Kang no Egito
O terceiro episódio, “A Ascensão do Apocalipse: Parte 1”, é literalmente um aviso de que o sofrimento vai render. A abertura já prepara o terreno em 3 mil anos antes de Cristo, com En Sabah Nur lutando para libertar o próprio povo de um faraó tirano. E aí entra Magneto como conselheiro, numa presença que funciona como aquele “não é aliado, é história acontecendo”.
Enquanto isso, Prof. Xavier, Vampira, Fera e Noturno se escondem e buscam um jeito de retornar ao presente. Ou seja: em vez de só batalhas, temos também estratégia, paranoia e aquela sensação de “quanto mais você esconde, mais você sabe”.
A cereja (e aqui é onde a série dá um pulinho fora do padrão) é a presença inicialmente oculta do faraó tecnológico, Rama-Tut. Uma identificação rápida entrega a real identidade: Nathaniel Richards, também conhecido como Kang – O Conquistador. Para quem acompanha o multiverso da Marvel, isso é praticamente um aceno: a história está conectando pontos de uma forma que pode explodir de forma criativa.
Aliás, para contextualizar o impacto de Kang no universo Marvel, vale ler sobre Kang – O Conquistador e como o personagem transita entre linhas temporais.
Até onde vai essa jogada de tempo?
As primeiras impressões de X-Men 97 na temporada 2 são bem promissoras: o ritmo recomeça forte, as equipes mudam, as épocas colidem e a série deixa no ar que ainda tem muita expansão pela frente. Viajar no tempo é só a desculpa. O que importa é como a animação transforma isso em conflito emocional, ação coreografada e mistério com cara de “vai ter explicação, mas vai ter consequência”.
Agora é esperar o desfecho com Apocalipse chegando de vez. Porque, sinceramente? Se essa história já começou assim, a gente só consegue dizer: segura o multiverso, que vem coisa pesada.
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