Zara Larsson detonou a Casa Branca depois que o governo usou “Midnight Sun” em vídeo do ICE com deportações, e o bafafá virou quase um speedrun político nas redes.
- O que rolou: “Never ending deportations” e o uso de música
- O “L” na testa: reação direta e cheia de simbolismo
- Por que isso pegou tão forte (e não é só briga de rede)
- “Midnight Sun” no contexto errado: por que o contraste incomoda
- E agora, quem sai ganhando com esse meme?
O que rolou: “Never ending deportations” e o uso de música
A treta começou quando a Casa Branca publicou um vídeo no TikTok usando “Midnight Sun”, faixa da Zara Larsson, como trilha sonora. A gravação mostrava agentes do ICE algemando e deportando pessoas, enquanto a legenda vinha com a frase “Never ending deportations”. Em outras palavras: música pop em cima de uma cena pesada, sem muito espaço para sutileza.
O efeito foi imediato para quem já tem o radar ligado em cultura pop mais política. O vídeo, que pretendia ser uma “mensagem”, acabou virando combustível para comentários, paródias e críticas, porque a combinação entre imagem de repressão e uma canção associada a natureza e conexão com o mundo soa como ironia involuntária, sabe? A internet não perdoa.
O “L” na testa: reação direta e cheia de simbolismo
Em resposta, a cantora gravou um vídeo no próprio TikTok. A ideia foi bem clara: ela fez um gesto de “L” na testa, um símbolo conhecido por sinalizar perda, fracasso e aquele “vocês merecem”. Além disso, a Zara não ficou só no meme visual.
Ela declarou que o que sentiu foi tristeza. O recado veio com uma vibe bem humana e, ao mesmo tempo, com uma cobrança moral. Ela disse que queria falar com quem fez o vídeo e reforçou que as pessoas na imagem não são um “plot twist” distante. São gente, com histórias, trabalhos e famílias.
Tem um detalhe que deixa a resposta ainda mais forte: a cantora costurou a crítica ao governo com a ideia de privilégio. Ao fazer isso, ela transformou a discussão em algo maior do que “ah, usaram uma música sem autorização”. Virou discussão de desumanização.
Por que isso pegou tão forte (e não é só briga de rede)
Porque, por trás do vídeo, existe uma mensagem que a internet sabe identificar: quando algo de gente comum vira conteúdo de campanha, a reação tende a ser feroz. A Zara comentou que se considera sortuda por ter nascido na Suécia, com educação e oportunidades “colocadas na frente”. Na sequência, ela pontuou como seria viver como imigrante indocumentado, destacando o quanto isso pode ser esmagador.
Ela também enfatizou um ponto que costuma dar calafrio: o vídeo é desumanizador. E quando alguém fala “desumanizador” em cima de deportações, a galera entende na hora, mesmo quem não acompanha política diariamente.
Além disso, vale lembrar que não é a primeira vez que a cantora se posiciona com firmeza. A resposta faz eco de reações anteriores, quando ela já demonstrou que tem posição clara sobre políticas do ICE e temas ligados a direitos e inclusão.
“Midnight Sun” no contexto errado: por que o contraste incomoda
“Midnight Sun” por si só já carrega uma estética de conexão com o universo, com a natureza e com o clima emocional de contemplação. Então, quando a faixa entra como trilha para algemas e deportação, vira um contraste que grita: a intenção pode ser “propaganda”, mas o efeito percebido é outro.
A Zara foi além e perguntou indiretamente como tudo aquilo virou meme. Ela disse que as pessoas no vídeo são reais e citou um exemplo bem concreto, como um homem de roupa de construção. Esse tipo de detalhe faz a audiência enxergar “trabalho, cotidiano e futuro”, não apenas imagens de arquivo. E é exatamente por isso que a crítica dela bate: quem assiste pensa “ok, isso é gente comum”.
Para quem quer entender melhor o que é o ICE, dá para contextualizar com uma visão geral em páginas de referência, como a do Immigration and Customs Enforcement (ICE), que explica o órgão e seu papel dentro do sistema.
E agora, quem sai ganhando com esse meme?
Quando a cultura pop entra na política desse jeito, o “ganha” raramente é quem manda o vídeo. No fim, a discussão vira sobre empatia, desumanização e poder de narrativa. E se a Zara Larsson conseguiu transformar “Midnight Sun” em crítica pública no mesmo ritmo viral do TikTok, a Casa Branca vai ter que lidar com uma pergunta incômoda: mais do que promover, estão provocando resistência.
Quer ver o próximo capítulo? Porque a internet vai cobrar coerência e, dessa vez, o público já chegou com o play na mão.
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