Eden’s Frontier foi revelado na BGS 2025 e já chega com aquela vibe “era pra eu estar jogando isso desde criança”.
- Eden’s Frontier na BGS 2025: o que foi mostrado
- A nostalgia PS1 e PS2 como combustível
- Quadrinho, universo e planos de franquia
- Demo, Unity e o parto criativo até a caverna
- Sem data ainda, mas com rota até 2027?
Eden’s Frontier na BGS 2025: o que foi mostrado
Revelado na BGS 2025, Eden’s Frontier é o novo indie brasileiro do tipo que faz barulho pela ideia, não só pelo hype. A proposta é resgatar a nostalgia dos clássicos de PlayStation 1 e 2 e também trazer aquele clima gostoso de RPG que dominava as tardes na frente da TV.
O jogo foi apresentado ao público com boa recepção e, pelo que os devs relataram, teve fila. Não é o tipo de “fila” que aparece em show de banda aleatória, sabe? É o tipo de fila de gente curiosa que reconhece amor em cada detalhe. No centro do projeto está Blu, um Bluveil explorando uma caverna úmida e misteriosa no mundo dele, até perceber que pode ter cometido um erro bem grande.
A nostalgia PS1 e PS2 como combustível
O estilo de Eden’s Frontier mistura arte 2D e 3D, com combate direto enquanto explora um universo cheio de referências. A inspiração vem de RPGs dos anos 1990 e 2000, e a lista de comparações foi grande: dá pra sentir ecos de Pokémon, Digimon, Chrono Trigger, Dragon Quest e até coisas como Ragnarök Online e Final Fantasy.
Se você gosta dessa estética de “aventura que parece vivida”, o jogo também puxa para elementos culturais bem brasileiros, como a presença do bairro da Liberdade (em São Paulo) no visual. E isso não soa como enfeite. Pelo contrário: é daqueles casos em que a ambientação conta história sozinha, do jeito que a gente jura que sabia explicar quando era criança.
Para quem é fã de RPG, o projeto mira no que costuma funcionar: sensação de descoberta, personagens marcantes e um mundo que convida a ficar. É a fórmula clássica, só que com a coragem de uma equipe indie.
Quadrinho, universo e planos de franquia
Uma das sacadas mais legais do universo de Eden’s Frontier é o foco em mais de um formato. O estúdio trabalha em conjunto com um quadrinho baseado nos personagens do jogo. A intenção, segundo o diretor, é alinhar a arte e criar duas frentes que se complementam: o leitor entende o universo pelo quadrinho e, quando encontra o jogo, sente a mesma identidade visual.
Hoje, a equipe do estúdio Frontiers conta com cerca de nove pessoas trabalhando ativamente no game, além do desenvolvimento paralelo do material em quadrinhos. E a ideia não para por aí: existem planos para DLCs, jogo de cartas e até itens colecionáveis como pelúcias, além de novos capítulos do quadrinho.
O objetivo de longo prazo é quase Nintendo-like, no sentido de transformar um produto em várias formas de entretenimento dentro do mesmo universo. E, sim, depende da recepção do público, mas o começo já foi bem promissor.
Demo, Unity e o parto criativo até a caverna
Outra parte que chama atenção é o caminho até chegar na demo. A caverna inicial, usada como amostra do jogo, não foi escolhida “por inspiração mística”. Foi escolhida de forma prática, após sete versões do protótipo, até definirem a versão final que a equipe queria apresentar.
O diretor também comentou como tudo começou em modo “aprender fazendo”. Ele disse que não entendia nada de Unity no começo, não sabia nem abrir o programa. E, ainda assim, foi ajudando a construir o level design com base nas ideias do produtor. Em um projeto pequeno, isso pesa: cada cena virando tijolinho, cada plantinha ficando do jeito que “tá bonito”, sem deixar o mundo parecer genérico.
Entre protótipos e amadurecimento, a demo serviu como prova do conceito e mostrou o quanto a criação é feita com dedicação, não só com tecnologia.
Para acompanhar mais do contexto do projeto, o site oficial do estúdio e as atualizações do universo podem ser vistas em edensfrontier.com/manga-online-1-pt-br.
Sem data ainda, mas com rota até 2027?
Eden’s Frontier ainda não tem data de lançamento anunciada. Mas os devs apontam uma expectativa de conseguir lançar até o fim de 2027. Enquanto isso, a comunidade já pode adicionar o jogo na lista de desejos no Steam e acompanhar de perto a evolução.
E tem mais: uma demo estaria disponível para visitantes da gamescom latam 2026. Então, quem curte esse tipo de RPG com cara de nostalgia vai ter mais uma chance de colocar a mão na experiência antes do lançamento.
No fim das contas, é um daqueles projetos que parecem “pequenos”, mas têm ambição de franquia. E, se o público continuar com o olho brilhando do jeito que eles descreveram, tem tudo para essa jornada sair do papel e virar mundo mesmo.
Vai nascer uma nova franquia indie no estilo “olha a nostalgia aí”?
Se Eden’s Frontier conseguiu reunir fila, conversa e identificação logo na BGS 2025, é porque o projeto acerta num ponto raro: transformar amor por games antigos em algo que faz sentido hoje. Agora é esperar o estúdio polir o que falta, espalhar o universo e entregar um RPG que dá vontade de jogar de novo. E, convenhamos, isso é o mínimo quando a proposta é tão pessoal.
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