NTX em português: “VAMOS” prova o quanto ficou no Brasil

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NTX passou tanto tempo no Brasil que “tirou de letra” e agora vem com um single em português, recheado de energia de palco e influência direta do funk brasileiro.

Na bagagem: por que “VAMOS” nasceu em português

Depois de uma turnê marcante em 2024, com direito a momento histórico no Rio de Janeiro, quando o grupo dividiu o palco com a bateria da Unidos do Viradouro, o NTX seguiu desembarcando no Brasil com uma frequência que já virou quase rotina. Agora, em 2025 e já no ciclo atual, o grupo está no meio da terceira passagem por aqui em três anos e resolveu usar isso como combustível criativo.

O resultado é “VAMOS”, single incluído no repertório especialmente para os shows. A ideia é simples e ao mesmo tempo poderosa: colocar o público no centro da performance com versos em português, numa faixa pensada para funcionar no impacto do AO VIVO. Pelo papo do grupo, dá para sentir que a música não nasceu como “experimento de idioma”, mas como peça de performance conectada ao ritmo e à energia que eles absorveram andando por aqui.

Bastidores da gravação: coros, pronúncia e garganta doendo

Se tem uma parte que chama atenção é a execução das palavras. E, sim, eles falaram que a pronúncia poderia ser um desafio, afinal português não é exatamente um hobby comum no dia a dia coreano. Só que, segundo os integrantes, o NTX já repetiu expressões em português tantas vezes ao longo das turnês que a sensação era de familiaridade. Traduzindo: não parecia “aprender um idioma novo”, e sim rolar de boa por cima de algo que já faz parte.

Na gravação, a missão era mais focada em transmitir energia do que “perfeição técnica”. Um dos integrantes comentou que o esforço maior veio dos coros em conjunto, com várias partes para cantar junto, com força e volume alto. E aí a consequência inevitável veio também: depois de gravar, a garganta ficou doendo. Porque, né, não dá para exagerar na empolgação e sair ileso.

Influências brasileiras: funk como idioma musical

Rawhyun, que assina como principal compositor e produtor do álbum, contou que “VAMOS” nasceu com uma função bem específica: ser uma música de performance antes mesmo de qualquer detalhe virar “a música do momento”. A sugestão veio do Yunhyeok antes da turnê e a direção foi clara. O grupo precisava de uma faixa para energizar o palco, com um ritmo que carregasse a resposta do público na mesma velocidade.

O caminho escolhido foi o funk brasileiro. Não é só “estilo por estilo”. O produtor afirmou que teve contato real com o gênero durante as idas e vindas ao Brasil nos últimos dois anos, e que a vontade era fazer o NTX ter uma música nesse estilo, sem ficar parecendo coisa genérica. No fim, a inspiração aparece no peso do beat, no balanço e no clima de chamada e resposta que funciona muito bem em show. Para contextualizar essa cena, vale lembrar como o funk moldou a cultura pop brasileira em playlists e tendências, como o acervo de referência do funk brasileiro mostra.

O que esperar da turnê: reação do público e surpresas

A turnê com 13 shows ocupando o mês de julho e o comecinho de agosto chega com um diferencial: “VAMOS” vai ser apresentada para o público de forma completa e, segundo eles, o objetivo é observar a reação ao vivo. E aqui entra aquele detalhe que deixa tudo mais interessante: mesmo com tanta passagem pelo Brasil, o grupo ainda trata os fãs como parte do processo. Não é só “cantar e pronto”. É medir a energia do público e ajustar a performance no clima certo.

Sobre participações especiais, desta vez eles adiantaram que não terão convidados no palco como aconteceram em turnês anteriores. Mas, em troca, o foco é a própria faixa, agora com peso extra por estar chegando com primeira execução no circuito. Hojun resumiu bem: o ponto alto vira a música e a reação do público ao ver algo pensado para eles, com letras em português e um ritmo que conversa diretamente com a pista.

E quando o Brasil chama, eles atendem?

O que fica no fim das respostas é aquele sentimento que todo fandom reconhece: acolhimento. O NTX descreveu a paixão dos fãs brasileiros como algo intenso, quase “calor” mesmo, capaz de queimar quando eles interagem. E também tem o lado menos óbvio, que não aparece tanto para quem só vê show: os fãs participam de eventos, acompanham interações e marcam presença em atividades além do palco, inclusive quando o grupo está na Coreia.

No cotidiano fora dos palcos, aparecem memórias bem humanas: acordar cedo para usar expressões como “bom dia”, agradecer com carinho e, claro, sentir falta de coisas específicas. Um dos integrantes brincou sobre o açaí como saudade oficial e mencionou o quanto quer ver cidades litorâneas e paisagens por onde vai passar. Em outras palavras: “tirar de letra” aqui não é só sobre idioma. É sobre viver o tempo suficiente no lugar para a cultura virar parte do show.

“VAMOS” é mais do que uma música: é prova de vínculo real

Quando um grupo musical passa tanto tempo em um país, o resultado costuma aparecer de um jeito ou de outro. No caso do NTX, veio em formato de single em português, com assinatura de funk e coração de turnê. “VAMOS” parece aquela promessa cumprida: eles não só tocaram no Brasil, como absorveram o Brasil e decidiram cantar junto. E sinceramente? Vai ser difícil não pegar o refrão na cabeça e sair proclamando “vamos” por aí como se fosse idioma materno.

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