Sugar: Colin Farrell volta e a conspiração cresce em LA

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Sugar voltou com Colin Farrell mais afiado do que deveria, e a 2ª temporada vem ampliando a conspiração em Los Angeles sem pedir licença.

Do que trata a nova fase e por que isso importa

Com a estreia da 2ª temporada de Sugar, o Apple TV+ faz aquela jogada clássica de série que gosta de intriga: começa quieta, dá um gancho e, quando você pisca, está no meio de um quebra-cabeça maior do que parece. A primeira leva de episódios já tinha deixado claro o “pulo do gato”: John Sugar, o detetive cinéfilo interpretado por Colin Farrell, é na real um extraterrestre. Só que agora a história afrouxa um pouco as amarras e amplia a conspiração em Los Angeles, como se a cidade fosse um tabuleiro particular do caos.

Colin Farrell e o detetive de outro planeta voltando com tudo

No começo dos oito novos capítulos, Sugar está solitário em LA, meio no modo “observador profissional”, daquele jeito que a gente vê em detetive e em fã de filme noir: olhando demais, julgando sem falar e tentando transformar qualquer pista em narrativa. Ele também mantém a motivação central da temporada anterior: ficar na Terra para encontrar a irmã desaparecida. Aí, claro, entra o caso do dia, com aquele jeitinho de destino que só funciona para quem escreve roteiro: Sugar é puxado para investigar o jovem boxeador Danny Moon, cujo irmão mais velho, Ji, também sumiu.

Los Angeles, novo caso e a trilha do suspense

Na busca, o detetive encontra Val, uma ex-detenta interpretada por Sasha Calle, que vira aliada e adiciona imprevisibilidade ao grupo. Do outro lado, aparece Ray Vega, vivido por Tony Dalton, que parece ser só mais um contato suspeito, mas logo deixa a sensação de que o passado está batendo na porta. A série vai costurando as peças com ritmo de investigação e, ao mesmo tempo, mantendo o clima de “algo não fecha”. Tem ação, tem momentos mais íntimos e até um tempero de romance, só que tudo parece servir ao mesmo objetivo: fazer o público desconfiar da superfície.

Conspiração em camadas e a mistura de tons da série

O que chama atenção em Sugar é a forma como a temporada coloca a conspiração para andar dentro da cidade dos anjos. A missão vai ficando complexa porque Sugar percebe que o alvo está tentando despistá-lo, como se tivesse alguém jogando xadrez enquanto ele resolve crimes com lógica de trilha sonora. Em termos visuais, a série acerta nos cenários noturnos e na atmosfera cinematográfica. O problema, digamos assim, é que a ficção científica existe, mas às vezes não mergulha tanto quanto poderia. A trama prioriza o policial e deixa a camada mais ousada do “detetive extraterrestre” pairar em vez de explodir.

Mesmo assim, a abordagem humana funciona. Farrell chegou a explicar em entrevistas a ideia de que ser de outro planeta permite observar pessoas como se fossem criaturas diferentes, e isso dá uma estranheza gostosa, sem virar espetáculo vazio. Dá pra sentir a intenção de transformar a curiosidade alienígena em ferramenta de leitura do comportamento humano, aquela coisa que, em séries, vira ouro quando o roteiro respeita o silêncio e a dúvida. Se você curte histórias que brincam com verdade sombria, paranoia elegante e intriga com cara de cinema, a temporada tem tudo para te manter preso. E, para quem gosta do universo do Apple TV+, vale acompanhar também o catálogo e as novidades no Apple TV+, que vive misturando dramas e mistérios na mesma panela.

Vale a maratona: dá vontade de desconfiar ou de acreditar?

O veredito? Sugar na 2ª temporada continua elegante, tensa e viciantemente humana, mesmo quando a ficção científica poderia ser mais provocativa. A conspiração em Los Angeles cresce, os personagens ganham peso e a série mantém aquele clima de que a verdade está sempre um passo além. No fim, você sai com a sensação de que está assistindo a um caso, mas também a um experimento: e se o alien entender o mundo pela lógica, mas o mundo insistir em negar a própria lógica?

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