Elden Ring: Nightreign e The Duskbloods acabaram saindo como projetos multiplayer sequenciais, mas a FromSoftware jura que isso não significa abandono total do single-player. E, sinceramente, faz sentido até pra quem já tá acostumado com a teimosia criativa do Hidetaka Miyazaki.
- Por que esses multiplayer foram em sequência?
- Não era um plano mestre?
- Ideias que não cabiam no single-player
- A vontade de criar single-player de novo
- O que isso muda pro futuro da FromSoftware
[ENTENDA] Em vez de “tchau, single-player”, o que rolou foi uma espécie de encaixe de ideias. A FromSoftware demorou, juntou conceitos e decidiu experimentar formatos multiplayer que combinavam com o tipo de fantasia que ela queria colocar em jogo agora. E aí, quando menos você esperava, a roda girou: Nightreign veio primeiro e The Duskbloods apareceu logo em seguida.
Por que esses multiplayer foram em sequência?
Em entrevista ao IGN, Hidetaka Miyazaki foi direto ao ponto: fazer jogos multiplayer em sequência não é um sinal de que a equipe abandonou jogos solo. O raciocínio é quase “lógico de dev”: quando surgem boas ideias que combinam com multiplayer, o estúdio tende a colocar isso em prática antes de empurrar tudo para dentro de um formato que não encaixa tão bem.
No caso, Elden Ring: Nightreign é cooperativo, e The Duskbloods mira um clima PvPvE com influência forte de RPG de mesa e TTRPGs. Ou seja, não é só trocar o modo de jogo. É mudar a “linguagem” do que a experiência tenta provocar.
Não era um plano mestre?
Um detalhe interessante: Miyazaki comentou que não “houve realmente um grande plano” para que Nightreign e The Duskbloods saíssem tão próximos. Foi mais como aquela história de backlog que a gente nem percebe que virou roadmap. A equipe acumulou muitas ideias ao longo dos anos, e elas começaram a encontrar o lugar certo para existir.
Tradução nerd: não é que a FromSoftware acordou e disse “hoje é dia de multiplayer”. Foi mais um alinhamento de visão, mecânicas e oportunidades criativas que ficaram maduras no momento certo.
Ideias que não cabiam no single-player
Segundo Miyazaki, algumas dessas ideias pareciam ótimas, mas não se encaixavam no contexto de um jogo single-player. Isso é bem comum em estúdios que criam sistemas com linguagem própria: existem conceitos que são incríveis no papel, porém perdem impacto quando você troca a escala de interação.
The Duskbloods, por exemplo, puxa muito do que RPG de mesa faz bem: decisões, tensão social, ritmo de “campanha” e fantasia compartilhada. Multiplayer, nesse caso, não é só um extra. É parte do DNA do design.
Inclusive, a própria fala reforça que o estúdio quer algo que faria sentido dentro daquilo que ele gostaria de jogar. Se a ideia pede interação dinâmica, esconder tudo em modo solo vira meio “gambiarra narrativa”. E a FromSoftware raramente vai por esse caminho.
A vontade de criar single-player de novo
Tá, mas e o single-player? Aí vem a parte que acalma quem ficou com a pulga atrás da orelha. Miyazaki explicou que, quanto mais tempo o estúdio trabalha em multiplayer, mais cresce a vontade de voltar para algo single-player.
Ou seja: é como se eles estivessem alternando o músculo criativo. Multiplayer dá outra resposta emocional, outro tipo de feedback do jogador. Já o single-player tende a permitir uma curadoria mais “cirúrgica” da jornada e do ritmo. E se você acompanha a FromSoftware, sabe que esse ritmo é praticamente assinatura.
O que isso muda pro futuro da FromSoftware
Esse assunto fica ainda mais quente quando entra o pano de fundo corporativo: a pressão de acionistas e as expectativas sobre o que vem depois de Elden Ring. O jogo vendeu 30 milhões de cópias e virou um fenômeno cultural. Com isso, qualquer decisão de design vira manchete.
Mesmo assim, a mensagem do estúdio parece ser “não se preocupem agora”. E, pra completar o gancho, vale lembrar que o universo Elden continua expandindo com conteúdos e projetos como o próprio Elden Ring: Nightreign. Se você quer se aprofundar na franquia, o histórico do Elden Ring ajuda a entender como a expansão do mundo aconteceu em diferentes frentes.
Então Elden Ring 2 e jogos solo estão de volta ao radar, ou só é barulho de bastidor?
A FromSoftware acabou de dizer, em alto e bom som, que não abandonou o single-player. Mas, se você acredita ou não nessa promessa, depende do que vier a seguir: será que a próxima rodada de anúncios vai surpreender ou vai manter o ritmo “multiplayer primeiro”? A resposta está mais perto do que parece.
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