Naruto supera One Piece nas buscas: entenda o ranking

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Naruto supera One Piece nas buscas por animes no Brasil, mas a diferença é menor do que parece.

O ranking que deu o que falar

Um levantamento encomendado pela Maximum Boxing analisou buscas na internet entre agosto de 2025 e agosto de 2026 para mapear produções de ação procuradas no Brasil. O resultado colocou Naruto na liderança, com média mensal de 437.417 buscas, enquanto One Piece veio logo atrás, com 425.917. É uma vantagem real, mas não exatamente uma goleada digna de final de campeonato.

Jujutsu Kaisen aparece em terceiro, com 399.333 buscas, e Demon Slayer ocupa a quarta posição, com 384.083. O dado ajuda a enxergar o interesse do público, mas vale o lembrete de amigo nerd: pesquisa em buscador não é medidor definitivo de audiência, vendas ou tamanho de fandom. É um recorte, não o placar completo da Grand Line.

Ainda assim, o domínio dos animes chama atenção. Nove das quinze produções mais pesquisadas são animações japonesas. Para quem cresceu vendo anime ganhar espaço na TV aberta e depois migrar para o streaming, a lista tem um quê de passagem de bastão entre gerações.

A disputa dos piratas e do ninja

Naruto continua sendo uma porta de entrada poderosa. A série tem centenas de episódios, personagens reconhecíveis até por quem não acompanha anime e uma presença constante em memes. Também está disponível em diferentes serviços, o que facilita a chegada de novos fãs. E, convenhamos, as nuvens vermelhas da Akatsuki viraram quase uniforme informal de evento geek.

Do outro lado, One Piece mostra que sua popularidade no Ocidente ganhou um novo fôlego. A série levou tempo para conquistar parte do público brasileiro, mas mudanças no ritmo do anime e a oferta de dublagem em vários idiomas ajudaram a aproximar os espectadores. Agora, é comum encontrar Luffy em cosplays e conversas de quem está descobrindo a obra pela primeira vez.

Como fã de One Piece, confesso que ver a série tão perto da liderança me deixa satisfeito, mesmo com Naruto na frente. Mas não dá para transformar o ranking numa guerra de torcida. O mais interessante é que duas obras tão diferentes continuam puxando gente nova para o anime: uma com ninjas, rivalidades e drama de sobra; a outra com piratas, aventuras gigantescas e uma história que parece ter mais ilhas do que o mapa consegue mostrar.

As outras franquias que seguem fortes

Além do trio que abre a lista, Dragon Ball aparece em sexto lugar, enquanto Solo Leveling e Chainsaw Man também estão entre os dez primeiros. Demon Slayer mantém força com a reta final da história em evidência. O longa Castelo Infinito, por sua vez, chegou aos catálogos da Netflix, Prime Video, Disney+ e HBO Max, ampliando as opções para quem ainda não tinha visto a primeira parte do arco final.

Entre as surpresas fora do universo dos animes, He-Man ficou em quinto lugar, Transformers em nono e Ben 10 em décimo primeiro. Star Wars aparece na décima posição. Franquias antigas seguirem no radar prova que a nostalgia não vive só de camiseta retrô: novos filmes, jogos e conversas nas redes podem reacender o interesse de quem já acompanhava essas histórias e de quem está chegando agora.

Beyblade também aparece no ranking, em décimo quarto. Não é pouca coisa para uma marca que muita gente associa às tardes de infância e aos piões girando na arena improvisada da sala. A cultura pop tem dessas: um personagem ou uma música conhecida pode ficar quieta por um tempo e voltar a circular quando uma nova geração a encontra.

O que mais chega para os fãs

As novidades ajudam a manter a conversa aquecida. A Crunchyroll confirmou Sekiro: No Defeat como série de oito episódios para janeiro de 2027. A produção será uma versão expandida do filme exibido nos cinemas japoneses. Para quem curtiu o jogo, fica a curiosidade de ver como a adaptação vai traduzir para a TV aquele combate que testa a paciência e os reflexos no mesmo pacote.

Overgeared também tenta conquistar espaço com uma ideia familiar: um protagonista preso às regras de um MMORPG, mas com humor e uma trajetória menos sombria do que a de vários heróis do gênero. Já o remake de Ranma ½ mostrou como uma atualização bem cuidada pode apresentar um clássico a quem não estava por perto na primeira exibição. A série voltou a movimentar fãs antigos e novos, que agora aguardam a continuação.

No fim das contas, Naruto liderar as buscas é uma boa notícia para o anime brasileiro, não uma sentença sobre qual obra é melhor. O ranking mostra que o interesse segue vivo e dividido entre clássicos, estreias e franquias que ainda estão escrevendo seus próximos capítulos. E, enquanto tiver gente descobrindo essas histórias, a disputa entre ninja e pirata vai render conversa por muito tempo.

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