Brasil escolheu as melhores aberturas de anime do verão de 2026 e o resultado ficou uma salada deliciosa: nostalgia desenhada à mão, batalhas coreografadas e aquela virada de tom que te prende no episódio.
- Como foi o voto da Crunchyroll no Brasil
- Goodbye, Lara: nostalgia feita com traço e sentimento
- Black Torch: freeze na adrenalina com SiM
- A Livid Lady’s Guide: comédia por fora, caos por dentro
- Slime, geometria hipnótica e o topo do ranking
Por que essas aberturas meteram o pé no acelerador em 2026
Ok, vamos combinar: abertura de anime hoje já não serve só para “apresentar a música e pronto”. No verão de 2026, a Crunchyroll puxou o público brasileiro para votar e, de quebra, a escolha expôs duas coisas bem claras. Primeiro: a galera ainda ama impacto visual. Segundo: o que realmente vence é quando a abertura conta história com estilo, mesmo em 90 segundos.
Entre técnicas mais artesanais e coreografias de combate que parecem luta coreografada de k-pop, o top 5 virou um mini “documentário” das tendências da temporada. E sim, tem desde agonia romântica até fantasia com mudança brusca de clima.
Se você é do tipo que pula a opening no streaming, talvez seja o momento de parar e assistir pelo menos o minuto inicial com carinho. Porque várias dessas aberturas tinham ganchos prontos para te colocar no modo “preciso ver o episódio agora”.
Como foi o voto da Crunchyroll no Brasil
A dinâmica foi simples e bem “internet”. A Crunchyroll abriu votação para o público brasileiro escolher as aberturas favoritas do verão de 2026. No fim, os votos separaram o que a audiência mais valorizou: animação memorável, execução musical, e aquele poder raro de deixar você com vontade de rever mesmo depois que o episódio acabou.
O resultado final juntou estilos que normalmente seriam “universos separados”: séries com estética mais clássica, animes de ação com energia alta e até fantasia que troca o tom sem pedir licença.
Goodbye, Lara: nostalgia feita com traço e sentimento
Começando no número 5, Goodbye, Lara fechou com 4% dos votos. A abertura “Sayonara Lara”, interpretada por Ikimonogakari, apostou numa vibe agridoce que gruda. E o que chamou atenção foi a forma como a animação foge do “digital sempre” em alguns momentos, usando traços e cores à mão.
Esse detalhe puxa direto para a estética shojo de outros tempos, mas sem parecer mera cópia. A história acompanha uma princesa sereia que quer virar humana, e a abertura traduz isso na simplicidade: fragilidade, beleza e um encerramento marcante. No final, quando a personagem se afasta sozinha pela praia e deixa apenas pegadas na areia, fica impossível não sentir o tom da série.
Para quem curte impacto visual “feito na mão”, essa opening foi praticamente uma carta de amor para o passado.
Black Torch: freeze na adrenalina com SiM
No lugar 4, Black Torch veio com 7% dos votos e tema Freeze Me Up, da banda SiM. Aqui a proposta é zero romantização: é ação com elementos sobrenaturais e uma abertura que trabalha no ritmo da pancada.
O público parece ter entendido a jogada: personagens bem definidos, poses de impacto e sequências de luta montadas como se cada beat fosse um golpe. Quando o refrão da SiM entra sem aviso, a abertura praticamente “acende o episódio”.
O resultado é aquele efeito gostoso de anticipação: você assiste e pensa “ok, agora eu quero ver o que acontece”.
Se você curte conferir o estilo geral da banda, vale dar uma olhada no canal oficial do SiM no YouTube, porque a energia casa perfeitamente com esse tipo de opening.
A Livid Lady’s Guide: comédia por fora, caos por dentro
No 3, com 11% dos votos, vem A Livid Lady’s Guide to Getting Even: How I Crushed My Homeland with My Mighty Grimoires, ao som de Q.E.D. por Yui Ogura. À primeira vista, parece tudo leve: personagens em rotinas do dia a dia e uma melodia quase descontraída.
E é exatamente aí que a abertura dá o golpe. No meio do percurso, sem cerimônia, a atmosfera muda de forma brusca. Imagens mais sombrias surgem e a abertura deixa claro que a série guarda um lado mais pesado do que o título sugere.
Esse contraste foi um dos pontos mais elogiados pelos votantes. Não é só “bonito e rápido”. É narrativa visual com virada, e isso é raro de achar tão bem encaixado.
Slime, geometria hipnótica e o topo do ranking
Indo para o 2, That Time I Got Reincarnated as a Slime ficou com 15% dos votos. Desta vez, o tema é TACTIC, da Daoko. A franquia já tem histórico forte em openings, mas aqui o registo ficou mais contido e sério.
O foco recai sobre o jogo de poder complexo, com destaque para Shizue e a forma como ela marca diferentes protagonistas, incluindo o Rimuru. Visualmente, o jogo entre personagens e formas geométricas cria um efeito hipnótico. Dá para sentir que não é só estética. É tentativa de imersão.
Fechando o top 1 com 22% dos votos, You and I Are Polar Opposites venceu com Nekojarashi, da artista 7co. Um detalhe comentado à exaustão: a abertura gira em torno do gato da Tani. Sim, parece simples. Mas funciona porque amarra emoção, crescimento de personagem e narrativa no timing certo.
No final, quando Tani e Suzuki se encaram e o vento revela os amigos ao redor, a abertura resume a mudança deles ao longo do ano sem precisar de uma fala sequer. É aquele tipo de cena que dá vontade de pausar e rever depois.
Se você quiser começar logo pela que abre o topo do seu coração, a música Goodbye, Lara está aqui: Goodbye, Lara.
Qual abertura você acha que merece replay imediato: a nostalgia de traço ou a violência coreografada?
Sério, agora diz aí nos comentários: qual dessas te pegou mais e por quê? Se você é time “assisto pela arte” ou time “assisto porque tem porrada cinematográfica”, seu argumento vai render na treta nerd mais divertida do dia.
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