Cara-de-Barro recebeu uma nota A- do público no CinemaScore, e James Gunn comemorou a reação nas redes.
- A nota que chamou atenção
- Gunn comemora o resultado
- Um vilão com uma história de terror
- O que essa recepção diz?
A nota que chamou atenção
Tem notícia que faz o fã parar o scroll por um instante. O novo filme da DC sobre o Cara-de-Barro conseguiu nota A- no CinemaScore, avaliação baseada nas respostas de espectadores logo depois de assistirem ao longa. James Gunn, chefe da DC Studios, não demorou para comemorar.
Vale o contexto: CinemaScore não é uma nota de crítica especializada nem uma votação aberta para qualquer pessoa na internet. O resultado registra a reação de quem acabou de sair da sessão, então funciona como um termômetro da experiência do público. E, para um filme de terror centrado em um vilão menos conhecido fora dos quadrinhos e da animação, um A- é um sinal bem animador.
Também não significa que todo mundo vai sair do cinema com a mesma opinião, claro. Nota de público nunca é decreto real, apesar de às vezes a internet tratar qualquer placar como se fosse o julgamento final de um campeonato.
Gunn comemora o resultado
Em uma publicação no Threads, Gunn disse estar muito orgulhoso do filme e destacou o desempenho da produção dentro do gênero. Segundo ele, Pecadores é o único terror da história a alcançar A no CinemaScore. Já Obsessão, A Hora do Mal e Cara-de-Barro aparecem entre os poucos títulos de terror dos últimos anos a receber A-.
O executivo também aproveitou para reconhecer o trabalho da equipe, citando James, Mike, Hossein, Tom e Naomi, além de todo o grupo envolvido. Para quem acompanha Gunn, a comemoração combina com seu jeito de participar das conversas sobre os projetos da DC: ele não costuma ficar muito tempo longe das redes.
Confira a publicação de James Gunn:
https://www.threads.com/@jamesgunn/post/De3Muj8G4wr
Um vilão com uma história de terror
Dirigido por James Watkins, Cara-de-Barro aposta em uma abordagem de horror para contar a origem de Matt Hagen, interpretado por Tom Rhys Harries. Nos quadrinhos, o personagem tem diferentes versões, mas a ideia de um homem cuja identidade e aparência são alteradas combina naturalmente com um terror mais físico e trágico.
Na trama, Hagen é um ator em ascensão que tem o rosto desfigurado por um gângster. Sem muitas alternativas, procura uma cientista vivida por Naomi Ackie, que recorre a métodos nada convencionais para tentar restaurar sua aparência. A fórmula química ajuda a curar as cicatrizes, mas cobra um preço: Hagen acaba transformado em uma aberração da ciência.
O roteiro é assinado por Mike Flanagan, nome conhecido por histórias de horror como A Maldição da Residência Hill. Max Minghella e Aaron Paul também estão no elenco, embora seus papéis não tenham sido revelados. A combinação de Flanagan no roteiro com um personagem marcado por transformação e perda de identidade dá ao projeto um caminho bem diferente do blockbuster de super-herói tradicional.
O que essa recepção diz?
Uma boa nota não garante bilheteria estrondosa nem transforma automaticamente um filme em clássico. Mas ajuda a mostrar que a aposta encontrou resposta positiva entre quem já viu o longa. Para uma produção da DC que escolhe o terror como ponto de partida, isso é especialmente interessante: o estúdio pode explorar gêneros diferentes sem precisar colocar cada história no mesmo molde de aventura grandiosa.
E Cara-de-Barro tem um ingrediente que costuma funcionar muito bem no horror: a tragédia de alguém que tenta recuperar o que perdeu e acaba se tornando algo que já não reconhece. É o tipo de premissa que pode render sustos, mas também deixar uma pergunta incômoda sobre identidade e ambição. O filme já está em cartaz nos cinemas brasileiros, então agora a conversa sai das notas e vai para o público decidir se a transformação valeu a pena.
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