Dragon Ball: design original do Cell por Toriyama

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Design original do Cell surgiu do jeito mais nerd possível: o site oficial de Dragon Ball, via Shueisha, liberou um esboço antigo feito pelo Akira Toriyama em 1992. Sim, é tipo reencontrar o rascunho do vilão antes dele virar lenda.

Os rascunhos de 1992 e a ideia por trás do Cell

De tempos em tempos, o universo de Dragon Ball solta aquelas lembranças preciosas que deixam a gente com aquele sentimento de “mano, eu queria ter visto isso na época”. Dessa vez, quem puxou a fita foi a seção Toriyama Archives do site oficial de Dragon Ball, publicada pela Shueisha, com um esboço inicial do Cell feito por Akira Toriyama em 1992. O detalhe que pega é que o material não mostra só uma versão. Mostra o processo.

Segundo o texto do próprio site, a quantidade de estudos revela o cuidado com o visual do vilão. Em outras palavras: Cell não nasceu “pronto e acabado” no primeiro traço. Ele foi sendo refinado até chegar na aparência que a gente conhece na saga Z. É quase como assistir ao personagem sendo montado por etapas, igual DLC chegando aos poucos, só que em papel.

O que torna tudo ainda mais legal é que esse tipo de documento funciona como uma lupa. Em vez de olhar apenas o produto final, dá para perceber o que Toriyama experimentou em termos de proporção e identidade visual.

Variações de fisionomia antes do desenho final

O esboço inicial de 1992 reúne diferentes fisionomias imaginadas para o Cell. Algumas mudanças parecem pequenas, mas em desenho de personagem, isso é tudo. Pequenos ajustes no formato do rosto, na postura e no “peso” do visual acabam alterando a percepção de ameaça, elegância e, claro, aquela sensação de “criatura feita para impressionar”.

O texto do site destaca que os desenhos apresentados estão particularmente próximos do resultado final. Ou seja: mesmo antes da versão canônica, a essência do design já estava lá, só precisando de acabamento. É como se Toriyama já tivesse a alma do personagem e ficasse testando como fazer essa alma aparecer com mais impacto.

Essa abordagem ajuda a entender por que o Cell parece simultaneamente “monstruoso” e “organizado”. Ele tem aquele ar de bio-máquina, de bio-arma. E quando você vê os estudos, dá para sentir que a intenção era criar um vilão com presença de palco. Ele entra, absorve, evolui e domina o cenário.

Por que esse design “marca” tanto na saga Z

Cell é aquele tipo de vilão que, mesmo para quem não acompanhava tudo no detalhe, é impossível de confundir. O visual dele é um resumo do que a saga Z faz de melhor: escalada absurda, estética marcante e um plano que parece inevitável. O design contribui demais para isso, porque já comunica a ameaça mesmo antes de qualquer fala.

O “tema” visual do personagem, com inspiração em diferentes elementos do universo de Dragon Ball, sempre foi parte da magia da construção do vilão. E aqui entra a importância dos rascunhos: quando você entende que existiram variações, percebe que o final não foi acidente. Foi escolha.

Se você gosta de artes e design de personagens, esse tipo de arquivo é ouro. Para complementar, vale dar uma olhada no contexto geral de Cell, que reúne informações sobre o personagem e ajuda a conectar as versões ao que aparece na obra.

Toriyama Archives: o que esse material muda na leitura

O site oficial usando a seção Toriyama Archives como vitrine dos bastidores é um movimento que deixa a obra mais “humana”. Porque, no fim, personagens icônicos não surgem do nada. Toriyama refinava ideias, tentava ângulos, buscava clareza visual e decidia o que devia ficar. Esse processo fica visível.

Para quem acompanha Dragon Ball, é impossível não comparar esse tipo de revelação com aquelas reviravoltas que a própria história gosta de fazer. Primeiro você acha que já sabe como as coisas são. Aí aparece um detalhe novo e pronto: a percepção muda. E, sinceramente, isso é viciante.

Além disso, com Dragon Ball Super retomando a sequência com o arco de Moro e ainda tendo continuidade do mangá, todo esse resgate de material da origem do Cell ganha peso extra. É como se a franquia estivesse costurando o passado com o presente, lembrando que a base vem do traço, da intenção e do trabalho de criação.

O que você faria com esses rascunhos do Cell?

Entre versões, ajustes e a inevitável assinatura do Toriyama, o design original do Cell divulgado pela Shueisha reforça o que a gente já sabe, mas nem sempre valoriza: Dragon Ball é construída a partir de escolhas visuais que aguentam décadas. E agora, com os estudos de 1992 vindo a público, o Cell volta a respirar de um jeito novo para os fãs.

Se esses rascunhos te deixam na vontade de ver mais, a resposta é simples: você é parte da galera que repara no processo, não só no resultado. E, nesse caso, Cell sempre foi mais do que um vilão. Era um conceito em evolução. Do papel para a lenda.

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