Duna: Parte 3 ganhou uma foto inédita e Timothée Chalamet já avisou: a próxima viagem por Arrakis terá outra cara.
- A imagem mostra Paul e Alia
- Paul agora enfrenta as consequências
- O que significa ser diferente?
- A estreia já tem disputa marcada
Um retrato de um imperador
A nova imagem, divulgada pela revista Empire, reúne Timothée Chalamet como Paul Atreides e Anya Taylor-Joy como Alia Atreides. Não é um trailer nem uma sequência de ação, mas basta esse encontro para lembrar que o terceiro filme não vai simplesmente repetir a fórmula dos anteriores.
E, convenhamos, seria estranho se repetisse. Paul já não é o jovem tentando sobreviver às intrigas de Arrakis. Depois de conquistar o poder, ele se tornou imperador e precisa encarar o preço da própria ascensão. A escala continua galáctica, mas o conflito parece cada vez mais íntimo e sufocante.
Paul agora enfrenta as consequências
A história se passa 17 anos depois de Duna: Parte Dois e acompanha Paul lidando com as consequências do que construiu. Na conversa com a Empire, Denis Villeneuve descreveu o personagem como alguém preso ao peso de suas escolhas, tentando escapar de uma espiral de violência.
Essa mudança de perspectiva é um baita caminho para a saga. Os dois primeiros filmes acompanharam a transformação de Paul e a disputa pelo destino de Arrakis. Agora, a pergunta não é apenas se ele vai vencer, mas o que acontece quando a vitória vira um sistema inteiro de poder. A profecia pode até apontar um caminho, mas não paga a conta quando a galáxia começa a sangrar.
O novo capítulo adapta Messias de Duna, segundo livro de Frank Herbert, e coloca o imperador no centro de tentativas de assassinato e de uma crise política que ameaça seu reinado. Chani, vivida por Zendaya, também enfrenta uma gravidez de risco. Ou seja, a vida pessoal de Paul está longe de oferecer um intervalo tranquilo entre uma conspiração e outra.
O que significa ser diferente?
Chalamet resumiu o filme como “uma fera à parte”, com história e atmosfera próprias. A descrição mais curiosa é a de uma “chuva de isolamento paranoico”: uma imagem bem diferente do deserto aberto e das batalhas grandiosas que marcaram a aventura anterior. Não significa que o espetáculo vai desaparecer, mas sugere que a tensão pode vir mais de desconfiança, culpa e claustrofobia.
Villeneuve também afirmou que a saga mantém seu DNA, embora os personagens retornem a um mundo transformado e enxerguem a realidade de outro jeito. É uma promessa interessante porque Messias de Duna não funciona como uma simples continuação de “Paul vence, todo mundo comemora”. O livro coloca em xeque a ideia de que um líder carismático, mesmo tratado como salvador, necessariamente conduz a um futuro melhor.
O elenco ainda reúne Robert Pattinson como Scytale, Florence Pugh como a princesa Irulan, Rebecca Ferguson como Lady Jessica e Jason Momoa de volta em um papel misterioso. Anya Taylor-Joy retorna como Alia, personagem que ganha espaço nessa nova etapa da história. Temos nomes de sobra para intriga, mas a grande curiosidade é descobrir como Villeneuve vai equilibrar tantos pontos de vista sem perder o fio da jornada de Paul.
A estreia já tem disputa marcada
Duna: Parte 3 chega aos cinemas em 17 de dezembro, mesma data anunciada para Vingadores: Doutor Destino. É um confronto de gigantes no calendário, daqueles que fazem o fã olhar para a agenda e começar a planejar a maratona com antecedência.
Mais do que uma disputa de bilheteria, a data coloca frente a frente duas experiências bem diferentes de cinema-evento. De um lado, a ficção científica meditativa de Villeneuve; do outro, o espetáculo de super-heróis da Marvel. Ainda falta bastante para saber como será a briga, mas uma coisa já está clara: Paul Atreides não volta para uma aventura confortável. Se Chalamet e o diretor entregarem mesmo uma história com outro ritmo e outra perspectiva, Arrakis pode parecer familiar e, ao mesmo tempo, bem mais inquietante.
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