Felipe Ricca está em “Habeas corpus”, da Netflix, e já tem dois novos projetos no radar: uma série do Disney+ e um filme com Danilo Mesquita.
- Do “Habeas corpus” ao Disney+
- Uma disputa pelo império do jogo
- A história de Guido chega ao cinema
- Duas frentes, personagens bem diferentes
Do “Habeas corpus” ao Disney+
Felipe Ricca vive uma fase movimentada na carreira. Além de estar no elenco de “Habeas corpus”, produção da Netflix, o ator foi escalado para “Virando o jogo”, nova série do Disney+. E não para por aí: ele também vai aparecer no filme “Guido”, ao lado de Danilo Mesquita. Para quem acompanha os lançamentos nacionais, é uma sequência de projetos bem diferentes entre si, daquelas que mostram como o streaming e o cinema podem colocar um artista em histórias de tons variados.
Na série do Disney+, Ricca interpretará o filho do personagem de Herson Capri. A produção acompanha mulheres ligadas a um contraventor e a disputa pelo poder depois da morte dele. É uma premissa com potencial para intriga familiar, alianças improváveis e muita gente calculando o próximo passo. Em outras palavras: o tipo de história em que ninguém parece estar apenas tomando café em paz.
Já “Habeas corpus” marca a presença atual do ator no catálogo da Netflix. A notícia não detalha qual papel ele interpreta na produção, então o destaque aqui é mesmo a agenda que vem pela frente. E ela inclui um universo bem distante das disputas do jogo do bicho.
Uma disputa pelo império do jogo
“Virando o jogo” terá Gloria Pires, Carolina Dieckmann e Gabz nos papéis centrais. As três atrizes interpretam, respectivamente, a ex-mulher, a esposa atual e a amante de um contraventor que morre. Em vez de cada uma seguir seu caminho, elas se unem para assumir o império deixado por ele e enfrentam conflitos dentro da própria cúpula.
Esse arranjo já nasce com uma boa dose de tensão: as protagonistas precisam cooperar, mas carregam relações diferentes com o homem que comandava aquele mundo. A disputa não fica só no controle dos negócios; também envolve confiança, interesses e a difícil tarefa de descobrir quem está realmente do mesmo lado. É uma combinação que pode render um drama cheio de reviravoltas, desde que as personagens tenham espaço para ir além do clichê da rivalidade.
O elenco também inclui Felipe Camargo como um bicheiro e Marcos Breda como um padre. Ricca, por sua vez, será filho do personagem de Herson Capri. Ainda não foram divulgados, na informação sobre a escalação, detalhes sobre a trajetória desse personagem ou a data de estreia da série. Por enquanto, o que dá para cravar é que ele estará dentro de uma trama coral, cercado por figuras com interesses bem diferentes.
A história de Guido chega ao cinema
No filme “Guido”, Ricca interpretará um grande amigo do protagonista, vivido por Danilo Mesquita. O personagem é Guido Schäffer, médico, surfista e seminarista carioca que morreu afogado em uma praia do Rio de Janeiro, em 2009. A produção acompanha sua trajetória e a história que levou ao processo de beatificação na Igreja Católica.
O caso reúne elementos que parecem pertencer a mundos diferentes, mas fazem parte da vida de Guido: a medicina, o mar e a vocação religiosa. A ele são atribuídos milagres, motivo que impulsionou o pedido de beatificação. É uma história real com uma carga naturalmente emotiva, então o desafio do filme será transformar esses aspectos em uma narrativa humana, sem tratar a vida do protagonista como uma lista de acontecimentos extraordinários.
Além de Mesquita e Ricca, o elenco conta com Edson Celulari e Malu Galli. A participação de Ricca como amigo do protagonista coloca seu personagem perto do núcleo afetivo da trama, ainda que mais detalhes sobre o papel não tenham sido divulgados.
Duas frentes, personagens bem diferentes
Entre a disputa de poder de “Virando o jogo” e o drama biográfico de “Guido”, Felipe Ricca aparece em projetos com propostas bem distintas. Uma série sobre alianças e conflitos num império do jogo do bicho; um filme centrado na vida de um homem ligado à medicina, ao surfe e à religião. Para um ator, variar de registro pode ser uma ótima oportunidade de mostrar novas facetas, em vez de ficar preso ao mesmo tipo de papel.
Também chama atenção a presença do ator em produções de plataformas diferentes, além do longa-metragem. Isso não significa que os projetos tenham qualquer ligação narrativa, claro, mas amplia as chances de públicos distintos encontrarem seu trabalho. Agora, resta saber quando “Virando o jogo” e “Guido” chegam ao público e como essas histórias vão desenvolver os personagens de Ricca. Por enquanto, a agenda já está cheia e cada projeto aponta para um caminho próprio.
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