Filmes e livros LGBTQIA+ para quem amou Quinze Dias

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Quinze Dias pegou o coração de muita gente nos cinemas e, cá entre nós, agora bate aquela vontade de continuar a maratona de histórias parecidas, né? Então segura: reunimos filmes, séries e livros que seguram a mesma vibe de autodescoberta, romance adolescente e aquele frio na barriga de “será que ele sente o mesmo?”.

Guia rápido para entrar na mesma vibe de Quinze Dias

Em Quinze Dias, Felipe é daquele tipo de personagem que tenta ser discreto, mas por dentro tá todo mundo gritando. Ele é adolescente, tímido, cheio de inseguranças e apaixonado por cultura pop. Aí rola a reviravolta: conviver por 15 dias com Caio, antiga paixão de infância, vira uma jornada de amadurecimento e carinho. Se você saiu do cinema achando que “vida adulta é assustadora, mas dá pra amar mesmo assim”, essas próximas obras vão te entender no nível narrador omnisciente.

O ponto em comum é claro: personagens jovens LGBTQIA+ em busca de acolhimento, com humor, romance e emoção na medida. E sim, tem aquela mistura de cena fofa com assunto importante, porque ninguém merece só lágrima ou só açúcar.

Mais Vitor Martins: romances com memória, família e amor

Se a sua vontade é voltar pro universo do autor, o caminho natural é ler outros livros de Vitor Martins. Além de Quinze Dias, o escritor traz tramas que orbitam romance, amadurecimento e autodescoberta, com aquele jeitão de história que parece conversa íntima. É aquele tipo de leitura que acompanha você no ônibus e, quando vê, já tá pensando na vida no fim do dia.

Entre os destaques: Um Milhão de Finais Felizes acompanha Jonas, que tenta entender desejos e sonhos enquanto lida com a família e com as próprias expectativas. Em Se a Casa 8 Falasse, a casa vira espécie de portal de memórias e histórias conectadas, tudo com romance e lembranças marcantes. Já Mais ou Menos 9 Horas pega a jornada de um ônibus e transforma viagem em caminho pelas lembranças.

O mais recente, Os 3 Desejos de Eugênio, também tem aquele tempero de comédia romântica: Eugênio define três desejos numa brincadeira de Ano-Novo e, no processo, acaba repensando suas expectativas amorosas. E tem até adaptação nos radares, porque livro bom quase sempre vira série ou filme, né?

Maricón Perdido (O Que Você Queer): humor ácido e identidade

Agora, se você quer um “país de origem” diferente para a mesma missão emocional, a minissérie Maricón Perdido (traduzida como O Que Você Queer) é uma pedrada. A produção espanhola mistura humor ácido, drama e memória para contar a trajetória de Roberto, um jovem gay e gordo que cresce na Espanha dos anos 1980.

O que funciona demais aqui é a sensação de progressão. Você vê fases diferentes da vida, bullying, atritos familiares e aquela busca por pertencimento que muitas vezes parece não ter manual. E, mesmo com temas pesados, o texto não vira sermão. É mais “sobrevivência com ironia”, do jeito que a gente aprende a lidar quando o mundo insiste em te diminuir.

Além disso, se você curte referência cultural, vale conhecer Bob Pop, o criador da série, porque a obra é uma ficcionalização da vida dele. Ou seja: existe vida real no subtexto, como se alguém tivesse transcrito sentimentos em roteiro.

Heartstopper e outros: fofura com conversa séria

Quando o assunto é romance adolescente LGBTQIA+, Heartstopper é praticamente um evento da cultura pop. A história começou como graphic novel, virou série de sucesso e agora segue em direção ao encerramento em formato de filme. Nick e Charlie começam como amigos e, com o tempo, percebem que ali existe algo a mais, daquelas coisas que você tenta negar e o coração não coopera.

O diferencial é que a série e os livros não ficam só no “clima de mãozinha no recreio”. Tem bullying, saúde mental, amizade, saída do armário e amadurecimento. É fofura, sim, mas com espinha dorsal. Dá pra maratonar com vontade e sair com a sensação de que você entendeu alguma coisa sobre o próprio tempo de crescer.

E se você quiser comparar com outro universo visual, a base do projeto é inspirada nas HQs. Dá para acompanhar tudo pelo universo da Netflix, onde a série está disponível, mantendo a maratona no modo avião mental.

Comédias românticas que falam de afeto e coragem

Pra manter a lista com equilíbrio de emoção e leveza, duas obras entram direto na trilha pós-Quinze Dias: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho e Sweethearts. No filme brasileiro, Leonardo, um adolescente cego, quer mais independência enquanto lida com a superproteção da mãe. A rotina com a melhor amiga muda quando um novo aluno aparece, trazendo sentimentos novos que ele nem sabia que estavam esperando por ele.

A abordagem é delicada e humana. É amor, amizade e descoberta em camadas, sem pressa e sem exagero. E tem um detalhe especial: o longa expande a ideia original do curta, então existe continuidade de intenção, como se o roteiro tivesse encontrado um jeito maior de dizer a mesma verdade.

Já em Sweethearts, o clima é de comédia romântica universitária. Dois melhores amigos fazem um pacto para terminar relacionamentos na véspera de Ação de Graças, só que a realidade não coopera e vira uma noite caótica. No meio disso, entra Palmer, com uma jornada de se assumir para amigos e familiares, encontrando acolhimento no caminho. É o tipo de filme que mistura caos com carinho, do jeitinho que dá vontade de continuar assistindo até acabar.

Qual vai ser sua próxima história: romance, descoberta ou os dois?

Se Quinze Dias te acertou em cheio, é porque você curte narrativas em que o amor não é só romance, é também coragem, conversa interna e aprendizado. Agora é com você: escolher o próximo livro, série ou filme que conversa com seu momento. Tem obra para todo tipo de humor, mas sempre com aquela mesma mensagem no fundo: dar nome ao que você sente pode ser assustador, mas vale muito.

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