Final Fantasy VII Revelation: exploração vertical e maior

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Final Fantasy VII Revelation promete um mundo ainda mais expansivo, só que a fórmula não é “reinventar tudo”. É pegar o que já funcionou e subir o nível: mais espaço, mais meios de transporte e exploração mais vertical (tipo quando você percebe que o mapa tem mais andar do que parecia).

Por que Revelation vai além de Rebirth

Em entrevista, Naoki Hamaguchi, diretor do jogo, explicou a lógica por trás do “crescimento” em Final Fantasy VII Revelation. O ponto não é que existia algo que eles não podiam fazer em Rebirth e resolveram fazer agora. Pelo contrário: a ideia foi expandir a experiência que já tinha sido construída, ajustando a exploração para ficar mais “de verdade” no sentido de escala e variedade.

Se Rebirth explorou forte o mundo aberto com foco no eixo horizontal, Revelation mira em como a exploração pode ganhar outra dimensão. E não estamos falando de um detalhe cosmético. É aquele tipo de decisão que muda a forma como você caminha, voa, procura e, principalmente, como você planeja seu percurso no mapa.

Vertical, aéreo e novos jeitos de chegar lá

O salto conceitual está em fazer a exploração deixar de ser só “andar pelo chão” e passar a incluir espaço vertical e aéreo. Hamaguchi citou que, para ampliar a experiência, o time pensou na exploração não apenas horizontal, mas também em altura e no deslocamento pelo ar. Aí entram ferramentas e movimentos novos que abrem rotas diferentes para os jogadores.

O exemplo mais claro é o uso de saltos de paraquedas. Em vez de você só contornar montanhas ou buscar caminhos, pode surgir uma dinâmica em que o mapa vira um tabuleiro tridimensional. É o tipo de coisa que dá aquela sensação “tá, mas e se eu tentar por cima?”, só que com mecânica pronta para recompensar a curiosidade.

Essa mudança também conversa com a própria vibe de FF7: você vê o mundo como cenário vivo, não como corredores. E isso costuma ser o tempero que mantém a exploração viciante, estilo “só mais uma missão” que vira “ok, já são 3 horas”.

Highwind e Chocobo: rotas que viram possibilidades

Com a chegada da Highwind e a menção à chance de pilotar até mesmo o Tiny Bronco, a exploração de Revelation tende a ficar inevitavelmente vertical. A leitura aqui é bem direta: se você ganha mais controle sobre o deslocamento, o jogo pode criar locais que antes seriam inalcançáveis ou simplesmente sem graça por falta de acesso.

E tem o Chocobo, que parece ser o verdadeiro “canivete suíço” do deslocamento. Conforme você monta um, aparecem mais maneiras e lugares para explorar. A combinação de diferentes transportes com o mapa em camadas é a receita para gerar pontos de interesse que não dependem de um único tipo de rota.

Por fim, vale ligar isso com o que já foi visto em Rebirth na exploração da Gaia. O que antes era um gostinho vira consistência. E, no universo de Square Enix, essa abordagem costuma ser pensada como “camadas de conteúdo”: o jogador vai montando rotas e, de quebra, vai descobrindo coisas que nem sabia que existiam.

O que muda na prática para o jogador

O diretor resumiu tudo como aumento de grau e escala em relação a Rebirth. Em termos de jogo, isso significa que a exploração deve ficar mais densa e menos previsível. Você não vai só “passar de ponto A para B”. Vai ter território para investigar em diferentes alturas, com atividades que fazem sentido naquele tipo de chegada.

Ou seja: locais antes inacessíveis no original passam a virar pontos de interesse. E isso é muito importante porque exploração em JRPG tem um problema recorrente: quando o mapa é grande, mas vazio, o jogador cansa. Se a proposta é vertical, as chances de o mundo ter microambientes, vistas e “motivos” para subir aumentam bastante.

Para completar, a visão do Hamaguchi quando criava o cenário ajuda a entender a intenção. Ele descreveu visualizar paisagens com o Chocobo voando e isso ser incrível. Traduzindo: não é só sobre chegar mais rápido, é sobre ver o mundo de outro ângulo.

Mais mundo, mais escala: a surpresa agradável?

Se em Rebirth a exploração conquistou o público por ser aberta e cheia de caminhos, em Revelation a promessa é ampliar o jogo em camadas: mais vertical, mais aéreo, mais transporte e mais maneiras de descobrir o mapa. No fim, é aquela evolução que todo mundo quer em remake: não é trocar a essência, é fazer a aventura crescer por dentro.

Final Fantasy VII Revelation tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2027 em PS5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2. E se a estratégia for manter o foco em expandir o que já funciona, dá para apostar que a exploração vai ficar com aquele gostinho de “agora sim, o mundo tem mais possibilidades”.

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