James Gunn e Peter Safran seguem na DC, mas há uma incógnita

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James Gunn e Peter Safran devem continuar no comando da DC Studios, mesmo com a mudança no topo da empresa.

Sinal verde, mas com interrogação

A reorganização que vem com a fusão entre Warner Bros. e Paramount não deve tirar James Gunn e Peter Safran da direção da DC Studios. Segundo informações ouvidas pelo The Hollywood Reporter, os dois se reuniram com David Ellison, da Skydance, e saíram do encontro com um sinal positivo: o pedido teria sido para que continuassem no cargo e tocassem o trabalho como vêm fazendo.

É uma notícia importante para quem acompanha o novo universo da DC, mas ainda não é exatamente um mapa completo do futuro. O apoio de Ellison parece claro; os detalhes de como a dupla vai operar dentro da nova estrutura, nem tanto. Em Hollywood, às vezes o “segue o jogo” vem acompanhado de várias reuniões sobre quem apita o jogo.

Quem será o chefe da dupla?

A principal dúvida é para quem Gunn e Safran vão responder. Eles podem se reportar diretamente a Ellison ou ficar sob a supervisão de Josh Greenstein e Dana Goldberg, executivos que devem comandar a divisão cinematográfica da Paramount e supervisionar os estúdios de cinema.

Essa diferença não é só detalhe de organograma para deixar o RH feliz. Ter acesso direto a quem toma as decisões pode significar mais autonomia para planejar filmes e séries, enquanto uma camada extra de comando pode trazer novas prioridades para a DC. Por enquanto, não há confirmação de qual modelo será adotado.

A boa notícia é que Warner e Paramount devem continuar funcionando separadamente e preservando suas marcas, apesar de o conglomerado passar a usar o nome Skydance. Isso não elimina futuras mudanças, claro, mas ao menos sugere que a DC não será simplesmente encaixada numa estrutura única de um dia para o outro.

O calendário da DC já está andando

Há também um motivo bem prático para manter a dupla no comando: projetos importantes já estão prontos ou em andamento. Cara-de-Barro tem estreia marcada para 23 de outubro, enquanto Man of Tomorrow, sequência de Superman dirigida por Gunn, está previsto para julho de 2027. Ellison teria visitado o set do longa em Atlanta, um gesto público de apoio que ajuda a baixar a temperatura das especulações.

Não quer dizer que o calendário esteja blindado contra mudanças, mas trocar a liderança no meio da pós-produção ou perto de uma estreia seria pedir para transformar planejamento em novela corporativa. E a DC já teve reinícios suficientes para abastecer uma coleção inteira de edições especiais.

O desempenho recente também mostra por que os próximos lançamentos importam. Superman foi bem recebido e fez sucesso em 2025, mas Supergirl acabou decepcionando em 2026. Já Cara-de-Barro aposta no terror e em um orçamento menor, uma escolha interessante para uma marca que não precisa tratar cada filme como se fosse o clímax de uma saga de dez anos.

Uma liderança ainda em teste

Gunn e Safran assumiram a DC Studios em 2022, com a tarefa de dar direção a uma franquia que vinha de projetos desconectados e decisões difíceis de acompanhar. No cinema, os resultados têm altos e baixos. Isso não é exatamente uma surpresa: montar um universo compartilhado é mais parecido com navegar pelo Grand Line do que seguir um GPS. Nem todo arco chega ao destino no mesmo ritmo.

Na televisão, Lanternas vem se destacando com bons números de audiência, apontados em média de 19 milhões. O desempenho reforça que a estratégia não depende apenas de bilheteria, embora também seja cedo para declarar vitória geral. Uma série forte não apaga um filme que foi mal, assim como um tropeço não deveria condenar todo o plano.

E agora para a DC?

Por ora, a leitura mais razoável é que Gunn e Safran têm apoio para continuar, mas ainda falta saber quanto poder terão na estrutura da Skydance. Para os fãs, isso importa porque consistência é tão valiosa quanto escolher o próximo grande herói: uma direção reconhecível ajuda o público a entender que tipo de universo está acompanhando.

O próximo teste será menos sobre comunicados e mais sobre os filmes e séries que chegam. Se Cara-de-Barro e Man of Tomorrow ajudarem a firmar a identidade da DC, a permanência da dupla pode parecer uma decisão natural. Se os resultados oscilarem, a nova chefia talvez queira dar seus próprios palpites. Por enquanto, Gunn e Safran continuam no tabuleiro, e a partida está longe de terminar.

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