Love Kills: Gabriel Stauffer estreia como protagonista

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Com Love Kills, Gabriel Stauffer, aos 37 anos e com 14 anos de carreira, finalmente pega o protagonismo no cinema. E sim, tem vampiro, tem São Paulo e tem romance na mesma panela.

Do elenco de TV ao filme de cinema: por que agora?

Tem ator que espera o “momento certo” por anos, e tem ator que simplesmente vai construindo carreira, pegando personagens e juntando experiência até a coisa encaixar. Gabriel Stauffer é do segundo time. Aos 37, completando 14 anos de estrada, ele assume pela primeira vez o protagonismo em um longa exibido nos cinemas com Love Kills, um projeto que mistura gênero e estilo de um jeito que foge do óbvio.

Ele já era reconhecido por trabalhos na TV, como o Cláudio em A Força do Querer, e isso dá uma credencial de atuação sólida. Mas protagonizar no cinema é outra liga, outro ritmo, outra pressão. Nas palavras dele, o papel protagonista amplia a chance de mostrar nuances e profundidade, como se fosse a versão “chefe final” de uma fase bem longa. Vai dar bom? As primeiras impressões são promissoras.

Love Kills: “romantasia” com vampiros em SP

A história gira em torno de uma relação improvável entre Helena, uma jovem vampira interpretada por Thais Lago, e Marcos, um garçom vivido por Stauffer que trabalha em um café na cidade de São Paulo. O longa, inspirado em quadrinho de Danilo Beyruth, é descrito como uma abordagem romântica com fantasia na medida certa, aquela “romantasia” que tenta equilibrar sentimento e sobrenatural.

O clima é de terror, mas sem virar só escuridão gratuita. A proposta parece mais sobre criar tensão emocional do que depender apenas de sustos. E, pelo que foi divulgado, a produção aposta muito no cenário urbano: o centro da capital paulista funciona quase como personagem, moldando a atmosfera do romance com vampiros. Direção de Luiza Shelling Tubaldini e distribuição pela O2 Play reforçam que tem estrutura por trás, não é aquele projeto pequeno que vai no improviso.

Além disso, o fato do roteiro brincar com a ideia do “encontro” e do “flerte” em vez de só briga de monstro deixa a experiência mais acessível para quem gosta de gênero, mas também curte romance. Em termos de vibe geek, é como quando você encontra um crossover que faz sentido e não só aparece por marketing.

Preparação raiz: caminhadas noturnas e mergulho urbano

O mais interessante é como Stauffer descreve o preparo. Para viver Marcos, ele não ficou só na sala de ensaio. Teve um mês de preparação com Ana Kutner e, um mês antes das filmagens começarem, ele se mudou para São Paulo e ficou morando bem no centro. A estratégia foi simples e eficiente: viver a cidade para absorver o ritmo do personagem.

Foram três meses no centro, caminhando bastante, observando pessoas e rotinas, inclusive com foco no universo das ruas. A ideia é que Marcos flerta com esse cenário, com uma realidade mais crua e cheia de detalhes. É quase como quando um jogador de RPG estuda a lore do mundo: não para copiar, mas para entender o que faz o personagem agir daquele jeito.

Esse tipo de imersão explica por que a atuação tende a soar mais orgânica. O centro de SP não é cenário decorativo, é textura. E quando o elenco entende o espaço, a história ganha tração emocional.

Primeiro suspense e terror na carreira: o que muda

Apesar de ter repertório consistente, esse é o primeiro papel do Gabriel Stauffer no gênero de suspense e terror. E isso, por si só, já vira um gancho para quem curte produções nacionais que tentam competir com o padrão de fora. Ele comenta que o filme é diferente de tudo que o público está acostumado a ver em produções nacionais e que as expectativas são altas.

Segundo o que foi informado, o longa filmou quase 40 noturnas no centro de São Paulo. Esse número já deixa claro que não é só “uma cena aqui e ali” com clima sombrio. É construção de atmosfera. Além disso, existe uma base de fãs grande do gênero no Brasil, e isso costuma ser o melhor termômetro para produção arriscar mais.

Se a gente comparar com a cultura nerd, é como sair do modo campanha e entrar no modo sobrevivência: o personagem precisa sustentar presença, ritmo e tensão o tempo todo. E quando ele diz que “quis muito pegar esse personagem”, dá para entender que não foi escolha aleatória, foi desejo mesmo.

E depois de Love Kills? O que vem na sequência

Quem acompanha carreira já sabe que o Gabriel não para. Além do cinema, ele atua em outras frentes e, em paralelo, está ligado a projetos na TV e em streaming. Ele também integra elenco do remake de Pantanal e de De Volta aos 15, na Netflix, além de ter feito parte de O Sétimo Guardião.

Agora, com Love Kills em foco, a sequência inclui o microdrama O Acerto de Contas das Gêmeas Trocadas, do Globoplay, com previsão de estreia no segundo semestre. Ou seja: a fase de protagonismo no cinema não parece um “ponto final”. É mais um capítulo abrindo caminhos.

Se você é do time que torce por carreira longa, dá para ver o arco aqui: experiência na TV, preparação intensa no mundo real e, finalmente, a chance de liderar no cinema. E, sinceramente, depois de tantos anos, é tipo ver um personagem que só era coadjuvante conseguir sua própria quest épica.

Protagonista no cinema: agora é só deixar o vampiro falar por ele

Love Kills chega com aposta em gênero, com romantismo e fantasia temperando o suspense, e com Gabriel Stauffer finalmente no papel principal. Aos 37 anos e com 14 anos de carreira, ele prova que tempo de tela não é só número, é aprendizado. Agora é acompanhar e ver se o centro de São Paulo vira o palco onde esse novo protagonismo vai realmente virar fenômeno.

Vampiros no cinema nunca ficam “em modo simples”, então a expectativa é que esse romance com sangue traga uma sensação diferente. Pelo menos, pela proposta, parece que vai ser do tipo que dá vontade de discutir depois.

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