Melhores séries do século 21 virou assunto de debate: o The New York Times colocou Breaking Bad no primeiro lugar de um ranking votado por profissionais da TV.
- Uma lista feita por quem entende
- As 15 séries que chegaram ao topo
- O que o ranking diz sobre a TV
- E a sua lista?
Uma lista feita por quem entende
O The New York Times reuniu mais de 500 pessoas ligadas à televisão, entre atores, roteiristas, produtores, showrunners e profissionais técnicos, para escolher as melhores séries do século 21. Cada participante indicou dez títulos lançados a partir de 1º de janeiro de 2000.
Os critérios ficaram por conta de cada votante. Qualidade, impacto cultural, ambição artística e até vontade de rever entraram na conta. Ou seja, não era só uma disputa para descobrir qual série levou mais Emmy ou fez mais barulho na época: a memória afetiva também podia jogar seu peso na balança.
Uma ausência que chama atenção é Família Soprano. Mesmo que boa parte da série tenha sido exibida depois da virada do milênio, sua estreia aconteceu em 1999. O corte de elegibilidade deixou Tony Soprano de fora da conversa, mas não impediu que outras produções da HBO dominassem sete das 15 primeiras posições.
As 15 séries que chegaram ao topo
O primeiro lugar ficou com Breaking Bad, seguida por A Escuta, Mad Men, Succession e Fleabag. É um top cinco que mistura transformação moral, retrato social, ambição corporativa e uma protagonista que conversa com a gente como se tivesse acabado de contar um segredo no bar.
- Breaking Bad
- A Escuta (The Wire)
- Mad Men
- Succession
- Fleabag
- Game of Thrones
- Veep
- 30 Rock
- Segura a Onda (Curb Your Enthusiasm)
- Atlanta
- The Office, versão norte-americana
- Arrested Development
- Girls
- Friday Night Lights
- A Sete Palmos (Six Feet Under)
Breaking Bad levou a coroa com a jornada de Walter White, professor de química que passa de homem desesperado a alguém cada vez mais seduzido pelo poder. Bryan Cranston e Aaron Paul ajudam a sustentar uma escalada dramática que não depende só de reviravoltas: o mais tenso é acompanhar as justificativas de Walter ficando menores enquanto o ego dele ocupa a tela inteira.
Logo atrás, A Escuta transforma Baltimore em personagem e examina instituições como polícia, política, escolas e imprensa. Já Mad Men usa uma agência de publicidade nos anos 1960 para falar de identidade e mudanças sociais. Succession dá uma bela cutucada nas famílias bilionárias, enquanto Fleabag prova que duas temporadas podem deixar uma marca maior do que muita série que passa anos procurando o próprio final.
O que o ranking diz sobre a TV
O top 15 passeia por tons bem diferentes. Game of Thrones ficou em sexto, apesar das discussões sobre o desfecho, e Atlanta aparece em décimo com seu jeito imprevisível de alternar comédia, crítica social e surrealismo. Na parte cômica, Veep, 30 Rock e Segura a Onda mostram que piada afiada também pode ser coisa de gente grande.
A presença de The Office em 11º é outro sinal de que a lista não separa prestígio de popularidade com uma régua simples. A série britânica original ficou em 16º, logo fora deste recorte. E títulos queridos como Lost, Better Call Saul, The White Lotus e Chernobyl não entraram entre os quinze primeiros. Estar fora desse grupo, claro, não significa que foram esquecidos: só mostra como é cruel colocar décadas de televisão em ordem numérica.
Mais do que um placar definitivo, o ranking registra quais séries seguem vivas na cabeça de quem trabalha com TV. E tem algo interessante nisso: algumas mudaram a forma de contar histórias; outras viraram companhia, referência ou assunto que volta à mesa anos depois.
E a sua lista?
Breaking Bad no topo é uma escolha fácil de defender, mesmo que a disputa com A Escuta e Mad Men renda discussão até a próxima maratona. O ranking também lembra que uma série pode ser impecável, influente ou simplesmente irresistível de rever, e nem sempre essas qualidades cabem na mesma posição.
Agora quero saber: qual produção ficou injustiçada na sua opinião? Eu já consigo imaginar Lost e Better Call Saul aparecendo em mais de uma lista de amigos. Porque ranking de série é assim: começa com um consenso, passa por uma defesa apaixonada de Fleabag e termina alguém dizendo que o final de Game of Thrones não foi tão ruim. Aí já é outra conversa.
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