Novo Resident Evil: survival horror de verdade? [ENTENDA]

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Resident Evil no cinema pode ganhar um ar bem diferente: o diretor Zach Cregger promete que este novo filme vai ser o primeiro “survival horror” de verdade na tela grande.

A promessa de Zach Cregger

Se tem uma coisa que a gente aprendeu com adaptações é que elas raramente acertam “na vibe” do original. E no caso de Resident Evil, muita gente sentiu falta daquela sensação de estar sempre um passo atrás, com recursos acabando e a cabeça gritando “não é possível”.

Em uma masterclass na Cidade do México, o diretor Zach Cregger cravou que o objetivo dele é colocar no cinema a experiência que os fãs conhecem dos games. Segundo ele, nenhum filme da franquia tinha traduzido o survival horror com a mesma fidelidade emocional.

Medo, desespero e sobrevivência

A ideia central é bem “jogo”: não é só assustar com sustos. É fazer o público sentir o peso do ambiente e a urgência de sobreviver. Cregger diz que quer reproduzir o desespero constante, o medo e a luta contra uma ameaça que parece maior do que o personagem.

Ele compara diretamente com a sensação dos games, citando também outros títulos marcantes como Silent Hill e Dead Space, ou seja, aquele horror que vai corroendo a confiança e transformando cada decisão em risco real.

Na prática, o filme acompanha um protagonista “comum”, jogado no meio do inferno. O perigo não vira só espetáculo. Ele vira rotina. A câmera e a narrativa tendem a sustentar esse estado de tensão, que é o coração do survival horror.

Humor sem matar a tensão

Agora, tem um ponto que pode ser decisivo para agradar dois públicos: o equilíbrio entre terror e humor. Cregger é conhecido por trabalhar com timing cômico em outros projetos, e deixa claro onde ele quer colocar a fronteira.

Ele afirma que Resident Evil não teria piadas no sentido “personagem quebrando o clima”. O senso de humor estaria ali para aliviar sem destruir. Pode ter risada em expressões corporais ou situações, mas sem transformar o perigo em motivo de jargão.

Em outras palavras, é menos “stand up no meio do apocalipse” e mais “um micro alívio antes do próximo golpe”. E, honestamente, isso é exatamente o tipo de coisa que faz a audiência confiar na proposta.

Brian, a missão e o início do caos

No elenco, o filme destaca Austin Abrams como Brian, protagonista da história. Brian recebe uma encomenda e precisa chegar ao hospital de Raccoon City. Só que, como sempre em Resident Evil, a rota “simples” vira armadilha.

O longa vai colocar essa jornada sob pressão: criaturas, sustos e uma corrida desesperada por sobrevivência. O hospital como destino já entrega uma atmosfera clássica da franquia, com aquela sensação de lugar fechado, corredores longos e a certeza de que alguém vai aparecer do jeito errado.

O roteiro fica com Shay Hatten e a direção com Zach Cregger. O filme estreia em 17 de setembro. Se a proposta for levada a sério, a promessa é bem clara: não é só um “filme de zumbi”. É um survival horror com identidade.

Para contextualizar a franquia, vale revisitar a origem e o universo de Resident Evil antes da estreia.

Vai dar certo ou vai virar só mais uma “tentativa cinematográfica”?

O Resident Evil do cinema finalmente vai acertar o tom do survival horror, ou isso é só marketing bonito para vender medo com orçamento de blockbuster? A gente vai ficar de olho em como o filme sustenta a tensão e se o humor vai somar ou sabotar o clima.

E você, curte mais quando o horror é frio e cruel, ou quando ele também tem uns respingos de leveza sem quebrar o terror?

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