Primordial Soup busca US$ 15 milhões para filmes com IA [ENTENDA]

Twitter
LinkedIn
Threads
Telegram
WhatsApp

Primordial Soup, estúdio de Darren Aronofsky, está levantando US$ 15 milhões para expandir a produção de filmes com IA. E sim, Hollywood já entendeu que a próxima “evolução” vai vir de algoritmos.

O que está acontecendo com o Primordial Soup?

De acordo com o The Hollywood Reporter, o estúdio Primordial Soup, fundado por Darren Aronofsky, iniciou uma rodada para captar recursos na casa de US$ 15 milhões. A ideia é expandir o tipo de produção que o estúdio já vem testando: projetos que misturam direção cinematográfica com processos baseados em inteligência artificial.

O rolê aqui não é só “gerar umas imagens bonitas”. O estúdio pretende contratar gente para atividades bem específicas, como arte generativa, planejamento e execução ligados a mídias sociais, além de funções de gestão do estúdio. Traduzindo: eles querem organizar uma linha de produção mais digital, que consiga escalar conteúdo com menos atrito entre criação e finalização.

De onde saiu a meta de US$ 15 milhões?

O documento encaminhado à SEC (Securities and Exchange Commission) aponta que o estúdio já vendeu pouco mais de US$ 11 milhões dentro dessa estrutura de captação. A primeira vaga, segundo o que foi descrito, ocorreu em 1º de julho, o que sugere que a operação está acontecendo em ritmo acelerado.

E tem um detalhe importante: isso sinaliza que o pipeline do estúdio está ganhando “forma corporativa”. Não é só entusiasmo criativo. É orçamento, contratações e um plano de aumentar produção em formatos diferentes, como conteúdo digital, filmes, séries e até material publicitário.

Vagas, estratégia e o jeito “sopa, não porcaria” de fazer IA

O tom das vagas é praticamente um manual de intenções. Entre as funções descritas, aparecem áreas como arte generativa e estratégia de mídias sociais, além de um cargo que indica coordenação mais central do estúdio. É aquele tipo de contratação que grita: “vamos transformar testes em operação”.

A proposta do Primordial Soup já tinha uma assinatura curiosa: “fazer sopa, não porcaria”. É uma frase simples, mas que funciona como posicionamento. Eles querem sugerir que a IA pode ser usada com curadoria e propósito artístico, e não só como atalho.

Se isso vai dar certo ou vai virar só mais um experimento barulhento, só o tempo dirá. Mas o fato de estarem buscando gente para tarefas bem concretas indica que o estúdio está tentando reduzir o “achismo” na etapa de produção.

Parcerias e o histórico do Aronofsky com tecnologia

Darren Aronofsky não chegou agora nesse universo. Em 2018, ele produziu o projeto Spheres, uma experiência em realidade virtual em três partes, e também trabalhou no Postcard from Earth para a Sphere, em Las Vegas.

O Primordial Soup foi lançado há pouco mais de um ano, e a empresa fechou parceria criativa não exclusiva com a Google DeepMind. Com esse tipo de colaboração, dá para entender a direção: usar IA como ferramenta para ampliar linguagem e narrativa, com suporte de pesquisa e capacidade computacional.

Um exemplo associado à parceria foi Ancestra, um curta de 45 minutos sobre memória de uma mãe, que estreou no Tribeca Film Festival em 2025. Além disso, Aronofsky lançou On This Day, série com curtas live-action sobre a Revolução Americana, recriando figuras históricas com IA e gerando críticas no caminho.

Impacto real para o cinema (e as polêmicas que vêm junto)

Vamos ser honestos: a indústria sempre muda primeiro na tecnologia e depois tenta ajustar ética, direitos e roteiro. Um estúdio captando US$ 15 milhões para escalar produção com IA aumenta a pressão em cima de todo mundo, de estúdios a criadores.

Por um lado, pode significar mais oportunidades para experimentação e novas formas de produção. Por outro, a discussão sobre autoria, veracidade e o limite entre ferramenta e substituição de trabalho criativo tende a ficar ainda mais quente. É aquele clássico “o futuro chegou, mas o debate ainda está no pré-aquecimento”.

O lado mais interessante para quem curte cinema nerd é que, se eles acertarem, a IA pode virar um módulo de criação. Não um “fim”, e sim um “meio”: edição, composição, pré-visualização e até apoio para cenas complexas. Mas se falharem, vira só marketing com hype.

Se você quer um panorama sobre a inteligência artificial no contexto atual, a Wikipedia ajuda a organizar o básico antes de entrar nas polêmicas do cinema.

Isso é o começo de uma era nova no cinema ou só mais uma fase do hype de IA?

Com Primordial Soup mirando US$ 15 milhões para escalar produção, a pergunta que fica é: a IA vai servir a história, ou vai engolir a história? A resposta depende de como eles vão equilibrar tecnologia e autoria, e de como o público vai receber esse novo tipo de espetáculo. E aí, qual é seu palpite: vai dar sopa boa ou vai virar porcaria com render?

Sugestão para o seu Set-up Nerd:

Encontramos produtos incríveis com desconto!

Ver Funko Pop Lou Gehrig Yankees boneco colecionável na Amazon