Selvajaria é o novo filme de Miguel Gomes e agora chegou a hora da notícia que a galera tava caçando: Matizar Filmes e Bubbles Project anunciaram uma coprodução internacional. Bora entender o que muda na Guerra de Canudos.
- O que é Selvajaria e de onde vem a história
- Quem entra na coprodução (e por que isso importa)
- Filmagens em Canudos: onde a magia acontece de verdade
- Voz, narradora e moradores locais: o truque do real
- Distribuição e próximos passos do projeto
Selvajaria: o novo Miguel Gomes baseado em Os Sertões, só que com vibe mais universal
Se você é do time que ama quando o cinema brasileiro pisa no acelerador literário, Selvajaria vai ser um daqueles projetos para ficar de olho. O filme adapta Os Sertões, de Euclides da Cunha, e já tinha sido anunciado antes como uma empreitada com cara de “Brasil real” no quadro e “mundo” na discussão.
Agora a história ganha um tempero extra: a coprodução internacional muda o alcance do projeto e reforça a proposta de ampliar a narrativa sem apagar as raízes em Canudos. Traduzindo: é para revisitar a Guerra de Canudos, mas por um ângulo que tenta falar com todo mundo, não só com quem já conhece os livros de capa gasta.
Matizar Filmes e Bubbles Project: o elenco de estúdios da vida real
O anúncio reúne Matizar Filmes e Bubbles Project como coprodutoras, conectando Brasil e Portugal a outros parceiros internacionais. O comunicado aponta uma colaboração que envolve Brasil, Portugal, França, Itália e Holanda. Em termos nerds: é como quando um projeto ganha um “party” global e passa a ter orçamento, técnica e circulação maiores.
Isso tende a impactar desde a escala de produção até a forma como o filme consegue dialogar com festivais e público fora do circuito local. Não é só “mais países na ficha”, é uma chance de Selvajaria ser lida como uma história brasileira com linguagem e recepção internacionais.
Canudos, Bahia no modo full: é ali que o filme tá acontecendo
As filmagens estão acontecendo em Canudos, na Bahia. E sim, isso importa muito para a proposta do Miguel Gomes, que parece estar buscando uma ligação orgânica com o lugar. Em vez de tratar a história como cenário turístico, a ideia é manter o projeto colado na realidade da região.
O longa revisita os acontecimentos ligados à guerra, mas com foco em uma abordagem que tenta manter a presença da comunidade. É o tipo de decisão que pode soar simples no papel, mas faz diferença na textura do filme, no ritmo e principalmente no que o público sente quando a tela “respira”.
Grace Passô na narradora e moradores locais: o coração do método
O filme terá Grace Passô como a única atriz profissional da produção. Ela vai dar voz à narradora, enquanto moradores locais participam do projeto. Essa escolha é praticamente uma assinatura estética: mistura performance com presença cotidiana, como se o filme quisesse ser testemunho e não só reconstituição.
Segundo o diretor, a intenção é manter o vínculo com Canudos ao mesmo tempo em que se amplia a história para discutir questões universais. Ou seja: a guerra é específica, mas os temas tentam atravessar fronteiras. Dá para sentir a vontade de transformar a adaptação de Euclides da Cunha em experiência que conversa com a vida de qualquer pessoa, em qualquer país.
No Brasil, Vitrine Filmes já colocou no radar e a conta tá andando
No Brasil, Selvajaria já tem distribuição garantida pela Vitrine Filmes. A distribuidora, inclusive, trabalhou com O Agente Secreto, indicado ao Oscar. Então, além do pedigree artístico, existe um sinal de que o projeto tem caminho pensado para chegar em público e crítica.
Com as filmagens em andamento e a coprodução internacional alinhavada, a sensação é de que Selvajaria pode virar aquele tipo de lançamento que a galera comenta depois de ver e recomenda para quem “curte cinema que tem ambição”. E convenhamos: com Miguel Gomes, a aposta costuma vir com assinatura autoral, não com fórmula pronta.
Selvajaria vai conseguir deixar Os Sertões ainda mais vivo do que o livro fez?
Com coprodução internacional, filmagens em Canudos e uma estrutura que dá voz a moradores locais, Selvajaria tem tudo para virar mais do que “mais uma adaptação”. Vai ser cinema que respeita a fonte e, ao mesmo tempo, tenta reinventar o impacto. Mas a pergunta que fica é: você acha que essa abordagem vai funcionar na prática, ou pode dividir opiniões?
Fontes: informação do anúncio do projeto e distribuição mencionada pela cobertura do Omelete.
Canal oficial do cinema no YouTube
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