Streaming sempre parece que chega do nada, mas quando a coluna completa nove anos a gente percebe: o tempo voa e as estreias vêm em bando. Sim, foi ontem… e hoje já tá todo mundo escolhendo o próximo suspense pra maratonar.
- Harmonização da coluna: o que mudou em 9 anos
- Suspenses na mira: Netflix e HBO Max
- Terror com gosto de faroeste: “Possuída no deserto”
- Documentário e clima de Natal que dá nó na garganta
- Curtas do dia: séries, cinema e Blade Runner voltando
Harmonização da coluna: o que mudou em 9 anos
Nove anos de coluna são tipo dar skip em vários episódios da vida e só lembrar da cena mais icônica. Em 2017, a ideia era apostar pesado no cinema e conversar sobre séries e filmes com a galera presencial. Aí veio a pandemia, as salas deram uma pausa e o público migrou para o streaming, que passou a ditar o ritmo do “o que eu vejo agora”.
E aqui vai a real: antes de apagar dez velinhas, faz sentido ajustar o menu. A gente quer melhorar o que chega pra vocês, então vale a sugestão do tipo “quero mais suspense”, “me entrega mais documentário”, “faz uma curadoria mais curta e direta”. Na prática, é como balancear uma playlist gamer: se não encaixa, ninguém joga.
Suspenses na mira: Netflix e HBO Max
Se a vibe é “zero romance, só tensão”, a semana tá caprichada. No Netflix, “O homem que sussurra” (direção de James Aschcroft) puxa um escritor policial em luto, com o filho desaparecido, e a investigação esbarra num caso antigo ligado a um assassino em série conhecido como The Whisper Man. O elenco coloca um nome gigante na mesa: Robert DeNiro.
Outro suspense psicológico no mesmo universo de “algo não tá certo”: “A mulher secreta” (direção de Barbara Topsoe-Rothenborg). A trama joga uma ilha na mistura com uma visita misteriosa que afirma que a protagonista seria outra mulher, dada como desaparecida na Dinamarca há anos. Quando o roteiro começa com calma demais, costuma ser aí que o perigo cresce.
No HBO Max, a aposta vem com cara de fenômeno híbrido: “Possuída no deserto”, que mistura sobrenatural e faroeste em 1849, no Arizona, onde uma peste dizima a comunidade e uma menina é tratada como “amaldiçoada”. Sim, parece viagem estranha. E é exatamente por isso que dá vontade de ver.
Terror com gosto de faroeste: “Possuída no deserto”
O legal desse tipo de produção é que ela não tenta agradar todo mundo. Ela escolhe um caminho e segue até onde der, e “Possuída no deserto” vai na direção do desconforto. A menina protegida pela mãe, que é uma escrava liberta, encara uma jornada perigosa ao lado de um médico alcoólatra que só respeita o que a ciência explica, mesmo quando o mundo parece gritar o contrário.
O elenco é outro atrativo. Guy Pierce carrega o tempero de “personagem com trauma e decisão errada na hora certa”, enquanto Bill Pullman entra como pastor. Se você gosta de história que constrói tensão aos poucos, com imagens que ficam na cabeça depois do episódio acabar, esse é o tipo de filme que funciona.
Documentário e clima de Natal que dá nó na garganta
Nem só de suspense vive o fim de semana. O Universal+ lança “Elis & Eu”, documentário sobre a relação entre Elis Regina e seu filho mais velho, com direção de André Bushatsky. O ponto aqui não é só relembrar carreira, é observar como memórias viram história e como a música atravessa o vínculo familiar. Emoção garantida, sem pedir licença.
No Prime Vídeo, vem “Pequenas coisas como estas”, ambientado em 1985 na Irlanda. O filme acompanha Bill Furlong, um vendedor de carvão que encontra uma mulher aprisionada em um galpão, vítima das Lavanderias Madalena. O contexto natalino aqui é o tipo de “bonito por fora, pesado por dentro”: dá aquela sensação de Natal virar espelho, e a gente ter que encarar o que prefere ignorar. O protagonista é Cillian Murphy, que saiu do modo “bastidores sombrios” e foi direto pra “reflexão moral”.
Curtas do dia: séries, cinema e Blade Runner voltando
Pra fechar a maratona sem virar trabalho, tem três pedacinhos de cultura pop que valem o radar. Primeiro: a discussão sobre diretoras brasileiras na corrida ao Oscar, mostrando que mais gente atrás das câmeras muda a cara das histórias. Depois: a volta do universo de Blade Runner em forma de série, com estreia prevista para novembro na Netflix, chamada Blade Runner 2099. O romance que inspirou a história também aparece no pano de fundo, então é quase impossível não associar ao legado de Philip K. Dick. Se você quiser revisar o contexto, tem um panorama útil na Wikipedia sobre Blade Runner.
Fechando com cinema: a notícia do segundo filme de “Como perder um homem em 10 dias” anima quem curte comédia romântica com química de elenco e dinâmica de roteiro. E sim, também rolou o adeus a Dolly Parton, que deixou presença forte no cinema com participações memoráveis em filmes como “Como eliminar seu chefe”, além do legado fora das telas.
Você vai assistir qual: o suspense que sussurra, o faroeste amaldiçoado ou o Natal que questiona tudo?
O fim de semana tá pronto pra ser escolhido. Agora me diz: você vai de “O homem que sussurra”, vai encarar “Possuída no deserto” ou prefere começar a semana emocional com “Pequenas coisas como estas”? Conta aí, porque a gente também lê a sugestão de vocês e ajusta a próxima harmonização.
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