Supergirl decepciona e faz só US$ 38 milhões em casa

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Supergirl não brilhou exatamente como a gente esperava na estreia. No mercado doméstico, o filme ficou em US$ 38 milhões, e a conta não fecha bonito para um blockbuster de US$ 170 milhões.

Bilheteria doméstica: o tombo de US$ 38 milhões

Segundo a Variety, a estreia de Supergirl teve um começo bem abaixo do esperado. No cenário internacional, o longa arrecadou US$ 30 milhões. Mas é na chamada “casa” que o filme passou mais vontade: a bilheteria doméstica ficou em US$ 38 milhões.

No total, estamos falando de uma estreia de US$ 68 milhões somando os mercados citados. Ok, é dinheiro. Mas quando a franquia investe alto e ainda tenta emplacar a nova fase, o público vira juiz e o caixa vira termômetro. E, nesse caso, o termômetro tá marcando baixa.

Críticas mornas e custo alto: onde aperta

O problema é que Supergirl não é um “filme de pandemia” que deu certo no improviso. O orçamento divulgado é de cerca de US$ 170 milhões. Ou seja: para esse tipo de produção, a tolerância para começo lento é pequena. Se a recepção não ajuda, a conta piora rápido.

Além disso, o longa não está sendo particularmente bem recebido pelas críticas. Quando crítica e expectativa andam juntas na estreia, o boca a boca costuma vir forte. Aqui, parece que a conversa foi mais “tá legal” do que “obrigatório ver no cinema”. E, sinceramente, isso não é o tipo de buzz que você quer para sustentar um blockbuster.

Elenco e produção: o elenco tenta salvar a missão

Mesmo com os números dando ruim, Supergirl tem aquele tempero de escala grande. A protagonista é Milly Alcock, conhecida por A Casa do Dragão. Ela interpreta a Supergirl nessa nova fase, e a química com o resto do elenco precisa funcionar para manter o público grudado.

Entre os nomes, Eve Ridley assume Ruthye, enquanto Matthias Schoenaerts interpreta Krem. E tem também participação de Krypto (o supercão) e de figuras da família da heroína, como David Krumholtz e Emily Beecham como Zor-El e Alura In-Ze.

Na direção, Craig Gillespie (de Cruella) comanda o filme. E o roteiro fica por conta de Ana Nogueira, que já vinha trabalhando no projeto desde antes de mudanças de planejamento envolverem outra versão do longa com Sasha Calle.

DC depois do reboot: Supergirl virou o teste

Supergirl chega como o segundo filme da primeira leva do novo universo DC. O pontapé foi Superman, dirigido por James Gunn, em 2025. Agora, a DC tenta emplacar uma sequência de resultados que mostre consistência. Só que bilheteria, às vezes, é igual cheat code: não dá pra corrigir tudo no meio da fase, e o mercado cobra.

Na trama, a heroína não está na Terra o tempo todo. Ela viaja pelo espaço em busca de vingança e justiça. O que dá um ar sci-fi mais “space opera” do que “corredor do jornal com salto alto”. E ainda tem Jason Momoa como Lobo, no papel do mercenário que promete causar caos em boa definição de propaganda.

Supergirl já bateu no “game over” das bilheterias?

Por enquanto, a resposta é meio “depende do próximo capítulo”. Supergirl não começou bem: US$ 38 milhões em casa e um custo gigantesco tornam a meta de recuperação mais difícil. Ainda assim, blockbuster às vezes se salva com semanas seguintes, aceitação do público e material que viraliza além do cinema.

O ponto é que, com a DC tentando firmar a nova era, esse tipo de estreia vira teste de confiança. Se o público continuar sem engatar, a heroína pode acabar virando mais uma nota de rodapé no multiverso do entretenimento. E ninguém quer ver isso acontecer com uma personagem que já marcou gerações.

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