Tom Holland e Vinterberg: novo filme após o álcool

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Tom Holland vai fazer filme com o diretor de Druk – Mais uma Rodada, Thomas Vinterberg. E, sim, a conversa sobre sobriedade entra forte nesse projeto.

Por que essa parceria Tom Holland x Vinterberg importa

Tom Holland, o Homem-Aranha de coração grande e agenda cheia, está em negociações para estrelar um novo projeto ao lado do diretor Thomas Vinterberg. A informação circula a partir do veículo dinamarquês Kino DK, que aponta a parceria como já confirmada pelo próprio ator, mesmo sem revelar detalhes do longa. Traduzindo: ainda é só “reunião de elenco”, mas do jeito que Hollywood funciona, isso já vira radar total na internet.

O ponto curioso aqui é que Holland não chega nessa fase só como estrela de blockbuster. Ele vem de um período bem pessoal e difícil, em que falou abertamente sobre problemas com bebidas alcoólicas e, principalmente, sobre como construiu sobriedade. Ou seja: não é só sobre virar personagem de novo. É sobre amadurecer como pessoa e, provavelmente, como ator também.

Enquanto a produção não vem com sinopse e elenco fechado, a sensação é a de que Vinterberg encontrou um parceiro improvável para uma história que pode misturar humor e realidade com a mesma força que marcou Druk – Mais uma Rodada.

O que Druk tem a ver com o “novo Holland”

Vinterberg ganhou o mundo com Druk – Mais uma Rodada (2020). O filme parte de uma premissa meio absurda, daquelas que você vê e pensa “ok, é provocação mesmo”: a ideia de que o corpo funcionaria melhor com um nível constante de álcool no sangue. Mas aí o roteiro faz o que bons filmes europeus fazem: transforma experimento em espiral, brincadeira em drama e efeitos colaterais em perguntas incômodas.

Se o novo projeto realmente entrar nessa linha de “comédia que escorrega pro sério”, Holland pode ser um encaixe perfeito. O ator já mostrou que sabe transitar do leve para o pesado, e sobriedade pode trazer uma camada de verdade emocional que não depende só de atuação técnica. E convenhamos: Homem-Aranha já é aquele personagem que lida com culpa, responsabilidade e pressão. Talvez a vida real dele tenha afinado ainda mais esse repertório.

E tem mais: Vinterberg já trabalhou com Holland em um comercial da Prada. Então não é a primeira vez que eles se cruzam criativamente. Quando um diretor de filme autoral e um astro de franquia se entendem, a chance de algo “diferente do padrão” costuma aumentar.

Do minibar ao set: a luta contra o álcool

Holland falou com franqueza sobre o motivo de ter parado de beber. Segundo ele, em entrevistas, a decisão veio porque ele não conseguia largar e isso estava afetando tanto a vida profissional quanto a pessoal e a saúde. O tipo de confissão que a gente ouve e pensa: “não é só coragem. É autoconsciência”. E, para muita gente, isso funciona como um lembrete de que celebridade também é gente.

O ator contou que o primeiro ano de sobriedade foi o mais desafiador. Ele descreveu um cenário bem cinematográfico, daqueles que dão vontade de roteirizar: chegar em hotel, olhar o minibar e perceber que não dava mais. Depois, ainda precisava ir para o trabalho no dia seguinte, com tudo que uma carreira exigente carrega. É o famoso “set não perdoa”, só que com o corpo e a mente cobrando à parte.

Em 2024, Holland ampliou essa fase criando a marca de cerveja sem álcool Bero. Sim, é praticamente a versão adulta do “ok, eu sei que dá vontade, mas eu escolhi o que é melhor pra mim”. E esse tipo de iniciativa costuma reforçar a imagem de alguém que não trata sobriedade como fase, mas como projeto de vida.

O que sabemos do projeto (e o que ainda é mistério)

Até agora, não saiu nome, elenco completo ou sinopse do novo filme com Vinterberg. O que existe é a confirmação de que Holland está envolvido e que as negociações caminham. Nesse ponto, vale ficar de olho porque Vinterberg é daqueles diretores que não “espreitam” o tema, ele morde o assunto com força. Então, mesmo sem detalhes, o público pode esperar uma história com tensão e reflexão embutidas.

Além disso, o clima de virada na carreira do ator pode ser um diferencial. Holland vive um momento em que consegue escolher projetos com mais intenção, já que Homem-Aranha não é mais só o “tijolo” que segura a carreira. Tem mais espaço para atuar como autor, escolher papéis com risco e mostrar repertório.

Para quem quer acompanhar o que esse tipo de colaboração pode entregar, uma forma é observar como a filmografia de Vinterberg costuma trabalhar drama social com estrutura afiada. Dá para ter uma referência do tom em Druk – Mais uma Rodada e em entrevistas do diretor, que costumam explicar as ideias por trás do roteiro.

Vai ser drama ou comédia com gosto de lição?

Se tem uma coisa que Druk – Mais uma Rodada deixa claro é que rir pode ser o primeiro passo para encarar problemas reais. E com Tom Holland, que já falou publicamente sobre a própria luta contra o álcool, a sensação é que esse novo projeto pode trazer algo raro: entretenimento com peso emocional, mas sem virar sermão.

No fim, a gente não sabe a trama, mas já sabe o “espírito”. E, sinceramente? Depois de Homem-Aranha salvar a vizinhança, o próximo passo pode ser salvar a narrativa também. Só que dessa vez, sem máscara.

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