Undertone (A24) no HBO Max: [ENTENDA] o terror aprovado por Stephen King

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Undertone é o terror da A24 que chega nesta semana na HBO Max, e o detalhe que deixou geral de cabelo em pé foi uma aprovação de peso: Stephen King.

O que é Undertone e qual o clima do filme

Se você curte terror que não depende só de susto barulhento, Undertone é aquela vibe A24 que faz você ficar desconfortável sem perceber em que ponto começou. O longa chega ao catálogo da HBO Max nesta semana e vem embalado por um dos elementos mais “nerds” possíveis: áudio como pista. Em vez de abrir um portal e torrar o orçamento, o filme aposta em sensação, detalhe e aquele tipo de tensão que gruda.

A história acompanha Evy Babic (Nina Kiri), uma apresentadora de podcast que costuma tratar o sobrenatural como só mais um tema pra debater. Só que, quando a madrugada aperta, a teoria vira investigação e a investigação vira “ok, isso não é normal”.

Trama: podcast, arquivos anônimos e paranoia em áudio

A Evy se muda temporariamente para cuidar da mãe, Michèle Duquet (em coma), dentro de uma casa grande, silenciosa e com cara de que vai dar ruim. Ao lado do co-apresentador Justin (Adam DiMarco), ela grava episódios durante a madrugada e tenta manter a abordagem cética.

O problema? Aparecem arquivos enviados de forma anônima, como se alguém estivesse alimentando o podcast com provas tiradas direto de um pesadelo. As gravações mostram um casal que está prestes a ter um bebê, e as “coincidências” começam a parecer espelhos da própria realidade da Evy. A casa deixa de ser cenário e vira personagem, sussurrando que sabe mais do que deveria.

Por que Stephen King aprovou (e o que isso sugere)

O apoio de Stephen King não é só um carimbo de marketing. King é aquele tipo de autor que costuma respeitar o terror quando ele constrói atmosfera, rotina e ameaça de um jeito “pé no chão”. No caso de Undertone, a ideia central parece ser justamente essa: levar o medo pra dentro do cotidiano.

Quando um peso do horror como King chama o filme de “pesadelo assustador” e destaca o talento de Nina Kiri para sustentar a tensão, a leitura é clara: tem mais coisa acontecendo do que só efeitos e sustos. É horror com dramaturgia, onde a voz, a respiração e o silêncio do áudio importam.

Para contexto, vale conferir o acervo de terror do próprio Stephen King em entrevistas e análises, porque o autor sempre fala sobre como o medo funciona na cabeça.

Som, claustrofobia e por que as críticas dividiram o público

Entre os elogios mais repetidos, o destaque vai para o trabalho de sonorização. O filme usa o som como “câmera”: mesmo quando você não está vendo, você sente. Tem espaço vazio, enquadramentos mais apertados e uma claustrofobia que não precisa de monstro. O resultado é aquele terror que parece um áudio maldito tocando no ouvido, só que você assiste.

Mas nem tudo é unanimidade. A recepção é mista: críticos apontam força na linguagem sensorial, enquanto parte do público e de analistas questiona o roteiro, principalmente o funcionamento prático de um podcast profissional e o rumo do desfecho. É como se o filme dissesse “confia no som” e, em alguns momentos, a galera respondesse “ok, mas e a lógica?”.

Na prática, Undertone funciona melhor para quem entra no modo “experiência” do que para quem quer um thriller certinho e explicado em cada gravação.

Na HBO Max: quando assistir e o que prestar atenção

Se você vai assistir agora, faz o teste nerd do terror: coloca fone ou aumenta o volume um pouco sem exagerar. Preste atenção em detalhes de áudio e na forma como a montagem te convence de que tem algo ali além da conversa. O filme é do tipo que recompensa quem fica ligado no “tá, mas por que eu ouvi isso?”.

Também vale ir com expectativas alinhadas: não é um terror tradicional que vai te guiar pelo mapa. É mais A24: atmosfera primeiro, explicação depois. E com a chancela do King, é o tipo de estreia que vira conversa em grupo, tipo debate de episódio de série atrasado às 2h da manhã.

Undertone é aquele terror que faz você ouvir a casa… ou só um susto bem produzido?

Se você já assistiu ou pretende ver, me diz: você curte mais terror “som na cabeça” ou prefere trama amarradinha e explicações? Undertone parece pra você uma obra sensorial que vale a experiência, ou te deixa com pulga atrás da orelha?

Links e fonte: Trailer e informações podem ser conferidos via canais oficiais e trailers relacionados ao longa, além de bases de dados públicas.

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