Covarde ganhou trailer e pôster e foi escolhido pela Bélgica para disputar uma vaga no Oscar 2027.
- Um drama entre as trincheiras
- O novo filme de Lukas Dhont
- O destaque em Cannes
- Quando chega aos cinemas?
Um drama entre as trincheiras
Com a divulgação do trailer e de um novo pôster, Covarde começa a mostrar ao público a história que levou a Bélgica a apostar no longa para a corrida internacional do Oscar. A produção se passa nas trincheiras do exército belga durante a Primeira Guerra Mundial, cenário que já carrega uma tensão difícil de ignorar.
Mas a proposta não parece ser apenas acompanhar o conflito em sua escala épica. A trama também se volta para uma jornada juvenil de autodescoberta, aproximando temas como amor, arte e sobrevivência. É um contraste interessante: de um lado, a guerra como força devastadora; de outro, experiências íntimas e pessoais que continuam existindo mesmo em meio ao caos.
Essa combinação pode dar ao filme um caminho diferente do drama de guerra mais tradicional. Em vez de reduzir os personagens a peças de uma batalha, Covarde promete olhar para o que eles sentem e tentam preservar. É uma perspectiva que pode render um retrato mais próximo e humano, sem apagar a dimensão histórica do cenário.
O novo filme de Lukas Dhont
O longa foi escrito e dirigido por Lukas Dhont, cineasta belga conhecido por Close. A presença do diretor ajuda a colocar Covarde no radar de quem acompanha produções europeias, mas o interesse aqui também está no desafio de equilibrar uma narrativa íntima com um contexto tão brutal quanto a Primeira Guerra Mundial.
Não é preciso transformar cada história ambientada em guerra em um desfile de explosões para criar impacto. Às vezes, o que fica é justamente a maneira como os personagens tentam encontrar espaço para afeto, expressão e identidade quando o mundo ao redor parece ter sido organizado para destruir tudo isso. Pelo que já foi apresentado sobre a premissa, esse parece ser um dos contrastes centrais do filme.
O trailer e o pôster recém-divulgados dão o primeiro material oficial para o público conhecer a produção. Ainda assim, a descrição da história é a pista mais concreta sobre o tipo de experiência que o longa propõe: uma narrativa de formação atravessada pela sobrevivência, com a guerra ocupando tanto o ambiente quanto a vida dos personagens.
O destaque em Cannes
Covarde teve sua estreia mundial no Festival de Cannes de 2026. Por lá, Emmanuel Macchia e Valentin Campagne venceram juntos o prêmio de Melhor Ator. É um reconhecimento importante para o elenco e uma boa vitrine para um filme que também depende da proximidade do público com seus protagonistas.
O prêmio não garante, por si só, uma indicação ao Oscar, e vale separar as etapas: ser escolhido como representante de um país significa entrar na disputa pela categoria de Melhor Filme Internacional, não aparecer automaticamente entre os indicados finais. A Bélgica agora coloca Covarde na corrida, mas o caminho até uma indicação ainda precisa ser percorrido.
A seleção, somada à passagem por Cannes, dá ao título um impulso de visibilidade antes da estreia brasileira. Para quem gosta de acompanhar a temporada de premiações desde cedo, é um nome para guardar. E, para quem prefere chegar ao cinema sem planilha de palpites do Oscar aberta no celular, a história também se sustenta por seu recorte sobre juventude, arte e amor em tempos de guerra.
Quando chega aos cinemas?
No Brasil, o filme terá sessões a partir de 17 de dezembro de 2026, antes de sua estreia oficial nos cinemas, marcada para 31 de dezembro do mesmo ano. A distribuição é da MUBI e da O2 Play. A diferença entre as sessões antecipadas e a estreia oficial é pequena, então vale ficar de olho na programação local quando as datas se aproximarem.
Com uma história situada nas trincheiras, um diretor ligado a Close e o reconhecimento dividido entre seus dois protagonistas em Cannes, Covarde chega cercado de motivos para despertar curiosidade. Agora, a expectativa é descobrir como Lukas Dhont vai transformar esse encontro entre a intimidade juvenil e a violência da guerra em um filme que consiga tocar tanto quem acompanha o Oscar quanto quem só quer uma boa história na tela grande.
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