Singular Films: Hollywood e Brasil no mesmo set

Twitter
LinkedIn
Threads
Telegram
WhatsApp

A Singular Films nasce para conectar cineastas brasileiros a oportunidades de produção e distribuição pelo mundo.

Uma produtora sem fronteiras

Fazer um filme é só parte da batalha. Também é preciso encontrar financiamento, montar parcerias e levar a obra até o público. É justamente nesse terreno que a Singular Films pretende atuar: a nova produtora independente quer desenvolver e produzir longas para espectadores de diferentes países, aproximando talentos brasileiros de oportunidades no Brasil, na América do Norte, na Europa e na África.

A iniciativa reúne o produtor Rob “RW” Williams e os cineastas brasileiros Davi Kinski, Thales Calazans Boscoli e Titi Mattos. A proposta é construir pontes entre mercados, mas sem deixar a visão dos realizadores em segundo plano. Uma ambição que faz sentido: boas histórias não faltam por aqui; o desafio, muitas vezes, é conseguir estrutura e alcance para que elas viajem.

Quem está por trás da Singular

Williams traz experiência de Hollywood e créditos em produções de perfis variados. Entre os trabalhos citados em sua carreira estão A Mulher Rei e G20, ambos estrelados por Viola Davis, além de O Aviador e Ali. Ele também foi produtor executivo de Silver Dollar Road, da Amazon Studios.

A divisão de atuação anunciada para a equipe aproveita essa combinação de trajetórias: Williams, baseado em Los Angeles, deve aproximar a empresa de parceiros nos Estados Unidos e na África. Kinski, Boscoli e Mattos ficam à frente das redes no Brasil e na Europa. Não é garantia automática de sucesso, claro, porque cinema não funciona como botão de “publicar e viralizar”. Mas uma articulação internacional pode abrir portas importantes para projetos brasileiros.

O primeiro projeto já tem nome

A estreia da Singular Films na prática será com Hearts in a Trance, longa escrito e dirigido por Kinski. O elenco reúne Ícaro Silva e Luísa Micheletti, enquanto Williams, Boscoli e Mattos assinam a produção.

A história acompanha três personagens envolvidos em um experimento documental e aborda desejo, poder e vigilância. É uma combinação que já sugere espaço para tensão e dilemas sobre quem observa, quem é observado e até onde alguém aceita ir diante das câmeras. A premissa também conversa com um mundo em que a exposição virou rotina, embora ainda não tenham sido divulgados detalhes sobre lançamento ou distribuição do filme.

Um roteiro com prêmios no passaporte

Antes mesmo de chegar às telas, o roteiro de Hearts in a Trance já recebeu reconhecimento em festivais. A obra venceu como Melhor Roteiro Original no New York Movie Awards e como Melhor Roteiro LGBTQIA+ no Indian Independent Film Festival. Também foi finalista no Cannes Script Festival, no Hollywood Stage Script Film e no Oxford Script Festival.

Esses resultados ajudam a apresentar o projeto, mas o teste definitivo continua sendo transformar a ideia em filme e encontrar seu público. Ainda assim, ter um roteiro premiado como cartão de visita é um começo respeitável para uma produtora recém-criada. E o recorte LGBTQIA+ reconhecido pelo festival mostra que a conversa sobre diversidade também está no centro do percurso do longa.

E agora?

Por enquanto, a Singular Films chega com uma proposta clara e um primeiro filme definido. O próximo passo será acompanhar como a produtora transforma essa rede internacional em projetos concretos e quais novidades surgem sobre Hearts in a Trance.

Para o cinema brasileiro, a ideia de conectar histórias locais a parceiros de outros territórios é especialmente interessante quando não significa apagar a identidade de quem está contando. Se a Singular conseguir equilibrar alcance global e liberdade criativa, pode virar uma aliada valiosa para cineastas daqui. Agora é esperar para ver o que sai desse encontro de talentos, câmeras e ambição internacional.

Sugestão para o seu Set-up Nerd:

Encontramos produtos incríveis com desconto!

Ver DVD RRR Revolta Rebelião Revolução na Amazon