One Piece – O Filme chega aos cinemas com uma aventura clássica e um curta inédito estrelado por Jango.
- O curta inédito de Jango
- Uma ilha que não consegue parar de dançar
- A aventura principal e o tesouro de Woonan
- Vale a visita para os fãs?
O curta inédito de Jango
Tem filme de anime que já vale o ingresso pela nostalgia. Este ainda guarda um bônus para quem acompanha os Chapéus de Palha: além do longa de 2000, as sessões trazem um curta inédito focado em Jango, o pirata hipnotizador que já foi braço direito do capitão Kuro.
A proposta é direta e tem aquele sabor de aventura extra que combina com a fase inicial da série. Luffy e sua tripulação chegam a uma ilha onde a dança faz parte do cotidiano. Só que o lugar também virou assunto para a Marinha, que está atrás de Jango.
O curta não tenta vender uma grande peça perdida do quebra-cabeça de One Piece. É uma história paralela, compacta e com espaço para o humor absurdo que faz parte do DNA da obra. Pense naquele episódio que você coloca para ver “só mais um” e, quando percebe, já está acompanhando a confusão até o fim.
Uma ilha que não consegue parar de dançar
Quando fica encurralado, Jango usa seu famoso comando, “One, Two, Three, Jango!”, e hipnotiza os moradores da ilha. O resultado é exatamente tão caótico quanto parece: todo mundo começa a dançar e continua nessa até o sol nascer.
Luffy, claro, não passa ileso. A hipnose também o coloca para dançar, e ele acaba indo além dos outros. É uma piada simples, mas com a lógica torta que a série sabe aproveitar tão bem. Em vez de transformar o curta numa perseguição sombria, a trama abraça o absurdo e deixa Jango causar.
O encontro com a Marinha adiciona uma dose de perseguição à bagunça, mas o destaque está mesmo no efeito dominó provocado pelo poder do pirata. Para quem lembra do personagem, é uma chance de revê-lo em ação; para quem não lembra, a premissa explica rapidinho por que ele é uma figura tão peculiar.
A aventura principal e o tesouro de Woonan
O longa principal segue por outro caminho. Lançado originalmente em 2000, ele se passa entre os arcos da ilha Syrup e do Baratie, quando a tripulação ainda está no começo de sua jornada. A história parte da lenda de Woonan, um pirata que teria reunido um terço do ouro do mundo antes de desaparecer.
Luffy e seus amigos entram na corrida pelo tesouro, mas não são os únicos interessados. O pirata Eldoraggo também quer encontrar a fortuna e conta com os poderes de uma Akuma no Mi. A busca, então, vira uma aventura de disputa, perigos e promessas de riqueza. Nada de mapa político do mundo ou revelação sobre o Século Perdido: aqui, o tesouro é tesouro mesmo.
Dirigido por Junji Shimizu, o filme tem cerca de uma hora de duração. O elenco japonês original retorna, e a versão brasileira conta com o atual time de dublagem da UniDub. A sessão ainda inclui um clipe inédito especial para o lançamento nos cinemas.
Vale a visita para os fãs?
Se você gosta de acompanhar a evolução de One Piece, ver o primeiro filme da franquia na tela grande tem um charme próprio. A animação e o ritmo carregam a idade da produção, mas a aventura tem aquele espírito de começo de jornada: tripulação pequena, ambição enorme e problemas que surgem em cada parada.
O curta de Jango é o atrativo extra mais curioso, especialmente para quem curte as figuras que apareceram nos primeiros arcos. Ele não muda a história principal nem precisa mudar. Funciona como sobremesa divertida depois de um longa enxuto, e a ideia de uma ilha inteira hipnotizada para dançar é muito mais a cara de One Piece do que qualquer explicação séria conseguiria ser.
One Piece – O Filme está em cartaz nos cinemas brasileiros. Para os fãs antigos, é uma dose de nostalgia com bônus; para quem está chegando agora, uma aventura curtinha antes de embarcar numa jornada que, como sabemos, não tem exatamente pressa de acabar.
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