Pierre Coffin, codiretor e dublador dos Minions, colocou panos quentes (ou melhor, meteu a luva de gelatina) em uma teoria bizarra da internet: a ideia de que os personagens teriam servido na Segunda Guerra Mundial do lado da Alemanha.
- Introdução do boato e o “where are they?” histórico
- A “evidência” oficial: a caverna entre 1812 e 1968
- Tribos, lacunas e por que ainda rola interpretação
- Minions 3 vai para 1920 e muda o foco do lore
- Será que a franquia vai explicar tudo mesmo?
Introdução do boato e o “where are they?” histórico
Em entrevista ao Polygon, Pierre Coffin foi direto ao ponto ao falar sobre uma teoria que pipocou online: a de que os Minions teriam servido na Segunda Guerra Mundial ao lado da Alemanha, tipo um spin-off caótico de história alternativa. Sim, eu também li isso e pensei “gente… vocês deram upgrade demais no patch do fandom”.
O papo começou com uma pergunta bem natural para quem acompanha a franquia: afinal, onde os Minions estariam durante o conflito? Como o filme de 2015 já mostrou a presença deles no século XIX, a curiosidade sobre outras eras só cresce. E com internet, né, cada curiosidade vira teorias do tamanho do multiverso.
Só que Coffin não comprou a ideia. Em tom de brincadeira, ele alfinetou o entrevistador e foi bem claro ao negar a associação com Adolf Hitler. A resposta veio com aquele humor meio “minion de terno”: o diretor pareceu mais interessado em manter o lore funcionando do que em alimentar especulações sombrias.
A “evidência” oficial: a caverna entre 1812 e 1968
O argumento do codiretor é basicamente o seguinte: os Minions já têm um lugar estabelecido na linha do tempo, e ele não é um quartel em 1940. Em Minions (o primeiro), os personagens passam por um período de hibernação, presos em uma caverna em 1812, até acordarem bem mais pra frente, em 1968.
Então, se a janela conhecida deles inclui o lapso entre 1812 e 1968, fica difícil encaixar uma participação ativa no grande evento histórico do período da guerra. Em outras palavras: os Minions estariam mais para “modo avião” do que para “modo exército”.
Coffin ainda reforçou que sabe que existem teorias circulando, mas que, para os Minions que o público conhece desse núcleo principal, a resposta é simples: estavam na caverna. É uma solução que mata o boato pela raiz, sem precisar reescrever o mundo com “se” e “talvez”.
Tribos, lacunas e por que ainda rola interpretação
O entrevistador, porém, puxou um ponto interessante: Minions & Monstros (Minions 3) pode introduzir a ideia de múltiplas tribos de Minions. E, quando você adiciona tribos, você automaticamente cria margem para o fandom fantasiar novas conexões históricas.
Coffin admitiu que tentou evitar a resposta completa, mas explicou o recorte que importa: os Minions da “Grande História” que aparecem no primeiro filme estavam presos. Já outros grupos existirem, ou alguém “diferente” estar em algum lugar, seria um assunto separado.
Essa distinção é bem típica de franquia longa. Em vez de dizer “não existe absolutamente nada em lugar nenhum”, ele deixa claro que o material que já está consolidado no enredo não sustenta a teoria da Alemanha. A galera pode até continuar criando memes históricos, mas o texto canônico não dá munição.
É aquele equilíbrio: sem queimar o universo inteiro por causa de uma thread do Twitter.
Minions 3 vai para 1920 e muda o foco do lore
Agora, quando a conversa migra para a franquia em si, o cenário fica ainda mais claro: Minions & Monstros acontece em 1920. A sinopse oficial coloca os personagens viajando para enfrentar uma nova ameaça envolvendo monstros, e isso desloca o foco de “história real” para “aventura com mitos e criaturas”.
Ou seja, a promessa do filme é seguir a fórmula clássica dos Minions: caos, carisma e perda de controle em escala industrial. O mundo real vira só a moldura temporal, enquanto o coração da trama fica no humor e no suspense com criaturas.
Falando em equipe, Pierre Coffin volta como diretor e voz. Ele é um nome bem central em Meu Malvado Favorito e carrega o DNA criativo da franquia: ritmo rápido, piadas visuais e aquela energia que faz você rir sem saber por quê.
E com elenco de vozes em inglês incluindo Jesse Eisenberg, Zoey Deutch, Jeff Bridges, Allison Janney, Christoph Waltz e Trey Parker, dá para esperar que o filme continue naquele estilo “monstros, mas com vibe de comédia”.
Os Minions vão explicar tudo ou só bagunçar o cronograma?
No fim, a negação de Pierre Coffin serve como um baita “limite de script” para uma teoria que tentou deixar os Minions mais sombrios do que eles jamais foram. Com caverna e uma linha do tempo já definida para os Minions centrais, o boato da Segunda Guerra do lado da Alemanha perde força, pelo menos dentro do que a franquia já estabeleceu.
Mas, claro, se tem tribos e espaço para novos grupos, sempre vai existir alguém montando um timeline alternativo em 3 horas no modo detetive do lore. Só que, por enquanto, a resposta oficial é: não, Hitler não ganhou squad de Minions.
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